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CIÊNCIA

Cientistas desvendam mistério de tubarões que brilham no escuro

Estudo esclarece por que o tubarão-gato e o tubarão-inchado emitem uma luz verde fluorescente

Cientistas desvendam mistério de tubarões que brilham no escuro
O brilho verde dos tubarões é limitado a certas partes de seus corpos (Foto: J. Sparks, D. Gruber, and V. Pieribone)

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O segredo por trás do misterioso brilho verde de duas espécies de tubarões foi revelado em um estudo que esclarece a origem e as possíveis vantagens de seus corpos fluorescentes.

O tubarão-gato e o tubarão-inchado vivem em águas de grande profundidade, no Atlântico ocidental e leste do Pacífico, respectivamente, onde se escondem entre rochas e escombros. Embora à primeira vista pareçam estar em vários tons de marrom, estudos recentes mostraram que sob a luz azul eles brilham em tom verde.

Agora, os cientistas identificaram as substâncias químicas por trás do fenômeno, que não só causam o brilho verde, mas também ajudam a defender os tubarões contra micróbios nocivos.

O brilho verde emitido pelos tubarões é um tipo de biofluorescência, desencadeada quando a luz azul nos oceanos é absorvida e depois reemitida, neste caso como luz verde.

Um número de substâncias químicas diferentes pode produzir tais efeitos. A mais conhecida é a proteína verde fluorescente (GFP). Descoberta na água-viva da espécie aequorea victoria, a brilhante molécula verde tornou-se uma força motriz na pesquisa biológica: os cientistas costumam usar o gene da GFP para explorar como as células funcionam e acompanham as mudanças. O trabalho com a GFP deu a um trio de cientistas o prêmio Nobel de Química em 2008.

Ao escrever para a revista iScience, a equipe disse que o brilho verde dos tubarões era limitado a certas partes de seus corpos – tipicamente onde a pele era mais pálida ou onde havia manchas brancas.

Fontes:
The Guardian-Scientists discover why two shark species emit green glow

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