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Cineasta foi assassinado após fazer filme sobre violência contra mulheres muçulmanas

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Em 02 de novembro de 2004 o holandês Theo van Gogh, bisneto do irmão do pintor Vincent Van Gogh e autor de cerca de 20 filmes, foi assassinado por um muçulmano radical.

Seu último trabalho havia sido um longa-metragem, Submission, dedicado a relatar a violência contra as mulheres muçulmanas. Desde a primeira exibição do filme, o cineasta recebia ameaças de morte e estava sob proteção policial.

Submission resultou de uma parceria de van Gogh com Ayaan Hirsi Ali, uma somaliana que viveu na Arábia Saudita, no Quênia e na Etiópia. Prestes a se casar com um rapaz escolhido pelo seu pai, Ayaan fugiu para os Países Baixos. Escreveu um livro chamado Fábrica de Filhos, em que afirmava que a cultura islâmica reservava às mulheres apenas o papel de produzir filhos para os seus maridos. Ainda em sua obra, Ayaan criticou o ritual da mutilação genital feminina, a qual ela mesma sofreu aos cinco anos de idade. Em entrevistas, a moça se referiu a Maomé como um tirano.

Quando filmou Submissão ao lado de van Gogh, Ayaan, então deputada do parlamento holandês, também sofreu ameaças de morte. Desde então vive sob proteção de guarda-costas 24 horas por dia.

Em julho de 2005, o assassino de Theo van Gogh, Mohammed Bouyeri, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal holandês. Ele chegou a confessar a autoria do crime e dizer que repetiria o ato, já que teria agido em nome de sua religião. O inquérito foi reaberto em 13 de janeiro último, depois que uma testemunha afirmou que não havia apenas um homem por trás do assassinato, mas um grupo de 14 islamitas, denominado Hofstad.

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8 Opiniões

  1. Maria Lucia de Andrade Pinto disse:

    Considero uma extrema hipocrisia dos ocidentais mostrarem-se tão chocados com a submissão da mulher muçulmana.
    A exploração, a violência,as humilhações sofridas pela maioria das mulheres ocidentais é espantosa. Os profissionais que trabalham nos setores de saúde,polícia e justiça constatam cotidianamente a gravidade da situação da mulher. A leitura dos jornais, as obras de arte como peças de teatro, novelas, filmes, literatura espelham os dramas femininos nos países ocidentais cristãos e democráticos.
    Meninas de oito, dez anos são vendidas por seus pais para as redes de prostituição, ou trabalham para o tráfico. Contam-se aos milhões as meninas grávidas, estrupadas. Abortos assassinos são providenciados aos milhões.
    Socialmente observam-se práticas terríveis de desvalorização do trabalho feminino, do papel da mulher como mãe, educadora, mãe de família.
    Mas vale tudo no momento para indispor árabes e Europa. Afinal o dólar precisa voltar a ter a mesma e exclusiva importância que tinha antes de que os países árabes resolvessem investir em euros, negociar com euros.
    Quanta hipocrisia !
    Triste liberdade de imprensa libertina e tendenciosa que açula preconceitos e destrói vidas humanas inocentes pisoteadas em conflitos irracionais, assassinadas ou sequestradas. Vidas humanas de árabes, europeus , de quaquer vivente que esteja por perto das áreas conflagradas.
    A imprensa tem que servir à humanidade, medir a consequência de sua ação. Liberdade é palavra séria. Implica em consciência ética, pensamento racional, avaliação de consequências.
    E principalmente um pensamento crítico que perceba claramente a que países e para levar que vantagem econômica interessa acirrar os ódios no Magreb, no Oriente Próximo, no Sul e no Sudeste da Ásia. Por mero acaso, regiões petrolíferas e de outras riquezas minerais bem importantes para fazer girar a roda da economia ocidental.

  2. Markut disse:

    O comentário de M.Lucia envolve a amplíssima questão da exploração do homem pelo homem (e/ ou da mulher.no Oriente ou no Ocidente)
    Isso não exclue a repulsa que a cultura muçulmana provoca quando utilizada, hoje, para a exploração e submissão da massa.
    A Maria Lúcia gostaria de ser obrigada a usar a Burka?
    Pela reação de muitas mulheres esclarecidas, no mundo muçulmano, não parece ser essa a percepção delas.

  3. ´Markut disse:

    Após ler os comentários de M.Lucia e Mariana, não resisto a voltar ao assunto, fazendo as seguintes perguntas a ambas:
    Que respeito às diferenças nos dá o mundo muçulmano, com o seu fanatismo selvagem?
    Como diz outro leitor, por respeitar as diferenças, devemos tolerar o fascismo?

  4. rafael jose de souza santos disse:

    foi brutalmene morto

  5. rafael jose de souza santos disse:

    foi brutalmene morto

  6. Artur da Távola Ribeiro disse:

    Diante da discordância manifestada pela leitora Maria Lúcia de Andrade Pinto, fica aqui uma sugestão a ela:
    Que tal mudar-se para a Arábia Saudita ou para o Afeganistão?
    Vá para lá e … boa sorte!

  7. gerlandya disse:

    Eu acho filmes de violencia
    muito legal não tenho nada
    contra

  8. Ellana Bach disse:

    O grande problema está nos homens (ocidentais ou orientais) que, tendo em suas mãos o poder e a autoridade sobre a mulher, usam-nos para dar vazão à sua crueldade inerente à sua natureza.

    Mulheres oridentais e muçulmanas são sim tiranizadas; mulheres ocidentais e cristãs são sim tiranizadas. Onde houver homem com poder nas mãos sobre a mulher, haverá tirania contra ela.

    Infelizmente, essa é a realidade.
    Deus (ou Allah) deu o dom da autoridade para o homem, mas este nunca se mostrou digno de usá-la sabiamente. Ferindo o coração de Deus (ou Allah). E trazendo sobre as cabeças dos homens a condenação futura.

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