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Cixi: a última monarca imperial da China

Última governante imperial da China, Cixi reinou durante um período extraordinário da história chinesa

Cixi: a última monarca imperial da China
Matriarca ainda trabalhava até três horas antes de morrer (Reprodução/PL Combs)

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Empress Dowager Cixi: The Concubine Who Launched Modern China. By Jung Chang. Knopf; 464 pages; $30.Jonathan Cape; £20

O último governante imperial verdadeiro da China, a imperatriz viúva Cixi é um assunto envolvente para uma biografia. Nascida em uma família Manchu que passava por dificuldades, Cixi se tornou uma das concubinas de segunda categoria do imperador quanto tinha apenas 16 anos. Em um salto de carreira fortuito ela foi a única a lhe dar um filho antes de o imperador morrer em 1861, 11 anos após o início do seu reinado. Cixi não foi à coroação de seu filho de 5 anos de idade; por ser mulher ela não podia frequentar boa parte da Cidade Proibida. Cixi não tinha mandato algum para governar, no entanto eliminou os regentes que seu marido indicou e se tornou a governante de fato da China pela maior parte dos 47 anos seguintes. A matriarca ainda trabalhava até três horas antes de morrer.

A imperatriz viúva reinou durante um período extraordinário da história chinesa. O poder imperial foi erodido a partir de dentro pela sangrenta rebelião Taiping, um grupo semicristão cuja insurreição matou 20 milhões de pessoas ao longo de mais de uma década, e também devido a uma série de outros movimentos. Do lado de fora as potências estrangeiras estavam gradualmente se aproximando do território chinês. Esta também era uma era da inovação: o país recebera o seu primeiro telégrafo, as primeiras ruas pavimentadas, as primeiras luzes elétricas, um exército e uma marinha modernos e uma bandeira nacional.

Jung Chang é um guia entusiasmado para essas décadas turbulentas, conforme esperariam os leitores de “Wild Swans”, seu premiado livro de 1991. Ela tem o olhar de um romancista pelo detalhe revelador. Chang usa essa habilidade com efeito ao ilustrar as tensões que a modernização ofereceu a Cixi e ao país.

Muitas representações contemporâneas e históricas de Cixi a representam como reacionária brutal ou ninfomaníaca sádica. A Cixi de Chang é magistral demais e benevolente demais para ser verossímil. A realidade é que em seu leito de morte ela matou o seu filho adotivo com arsênico; porque lhe faltavam carros para transportar seu entourage em fuga em 1900, ela arrastou a concubina favorita do imperador e a atirou em um poço. Liderou massacres em Xinjiang e em lugares mais próximos à sua cidade. Era vaidosa e por vezes corrupta, desviando dinheiro da marinha para reformar o seu querido Palácio de Verão. Chang menciona esses pecados apenas de passagem, tornando-se quase partidária dos deslizes de Cixi.

Fontes:
The Economist-The empress strikes back

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3 Opiniões

  1. Evandro Correia disse:

    Vocês cometeram um erro crasso: “porque lhe faltavam carros para transportar seu entourage em fuga em 1900,”: “entourage” é feminino.

  2. helo disse:

    Assassinatos, corrupção, luxo e exageros no palácio de verão. O erro crasso foi da imperatriz e de sua entourage 48 anos no poder. A história diz que muitos anos é o desejo do poder insaciável e a grande cilada.

  3. Da redação disse:

    Agradecemos o interesse de nosso antigo leitor Evandro e informamos que uma consulta ao melhor dicionário brasileiro, o Aurélio, e também ao francês Larousse, já que a palavra é francesa, nos dá a informação de que a palavra é um substantivo masculino. Sabemos que é comum ser usada no Brasil como feminino, mas é um erro.

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