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FIM DO CONFLITO

Colômbia alcança novo acordo com as Farc

Na tentativa de salvar acordo de paz, governo colombiano altera pontos considerados polêmicos pela oposição e reduz benefícios à guerrilha

Colômbia alcança novo acordo com as Farc
Para o presidente Juan Manuel Santos, novo acordo com as Farc é melhor (Foto: Flickr)

O governo da Colômbia assinou no último fim de semana, uma nova versão do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O novo documento apresenta alterações em relação ao texto original, que foi rejeitado pela população colombiana em plebiscito, para atender às mudanças propostas pelos opositores.

O novo acordo foi assinado em Cuba por representantes de governo e da guerrilha. De acordo com o representante do governo nas negociações, Humberto de La Calle, ainda serão feitos alguns ajustes no texto antes de ser apresentado por completo à população.

Ao todo, foram feitas mudanças na maioria dos temas abordados no texto original do tratado de paz, sobretudo em questões polêmicas, como o uso de uma Justiça especial no julgamento dos crimes da guerrilha. No entanto, foram mantidos os pontos relacionados ao cessar-fogo, ao desarmamento e a participação política da guerrilha.

Segundo La Calle, o acordo prevê que as Farc apresentem um inventário patrimonial durante a entrega das armas que será usado para indenizar vítimas do conflito. Além disso, foi eliminada a incorporação do texto à Constituição colombiana e, segundo a imprensa do país, as Farc também teriam aceitado que guerrilheiros acusados de narcotráfico fossem julgados pela Justiça comum, sem a necessidade de uma Justiça especial.

Logo após a assinatura, o presidente colombiano Juan Manuel Santos saudou a nova versão do documento. “Com toda humildade, quero reconhecer que este novo acordo é um acordo melhor”, afirmou o presidente em pronunciamento sábado à noite pela TV. Ele ainda disse que o tratado “reflete as propostas e ideias de todos que participaram deste grande diálogo nacional” para “poder construir assim uma paz mais ampla, mais profunda”.

Para Santos, a principal razão de estabelecer um processo de paz é fazer com que “os guerrilheiros deponham as armas e possam fazer política dentro da lei”, e com isso encerre o conflito armado que já dura 52 anos no país e provocou mais de 220 mil mortes. É a guerra mais longeva e sangrenta da América Latina.

Fontes:
Estado de S. Paulo-Governo reduz benefícios à guerrilha para salvar acordo de paz com as Farc
O Globo-Para Juan Manuel Santos, novo acordo com as Farc é melhor

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