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Com expulsão de ONGs, 1,1 milhão pode ficar sem alimentos em Dafur

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Com a decisão do Sudão de expulsar 13 organizações não governamentais do país, sob a acusação de terem passado informações sobre o país ao Tribunal Penal Internacional e aos governos ocidentais, 1,5 milhão de pessoas pode ficar sem assistência médica e outro 1,1 milhão sem alimentos em Dafur, como alertou a ONU nesta sexta-feira. O Sudão ainda prendeu funcionários sudaneses dessas ONGs e maltratou estrangeiros. As ONGs são responsáveis por uma parcela grande de distribuição de ajuda coordenada pela ONU, que pediu na última quinta-feira para que o país reconsidere a decisão.

Em Darfur, 4,7 milhões de pessoas dependem de ajuda internacional, 2,7 milhões deles são refugiados. A ONU gasta anualmente na região US$ 2,1 bilhões. A iniciativa de tirar as ONGs de Darfur é uma resposta de Cartum ao mandato de prisão do presidente Sudão, Omar al-Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade. Entidades como Médicos sem Fronteiras, Care, Oxfam e outras dez baseadas nos Estados Unidos e Europa tiveram suas licenças retiradas.

Para a OMS, a mortalidade da população de Darfur vai aumentar e as crianças serão o maior número de vítimas. Ban Ki Moon, secretário-geral da ONU, classificou a decisão como inaceitável e criticou Cartum por ter confiscado o material e o dinheiro das ONGs. ONU pediu que o material e o dinheiro sejam devolvidos e todo o processo, reavaliado.

Fontes:
Estadão - Expulsão de ONGs deixará 1,1 mi sem alimento em Darfur

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