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Com apoio da China, Zimbábue tenta ser um centro tecnológico

A China estreita a cooperação com Zimbábue em seu projeto de desenvolvimento tecnológico e de telecomunicações

Com apoio da China, Zimbábue tenta ser um centro tecnológico
A IA é a mais recente tecnologia que está se disseminando pelo continente africano (Foto: Huang Jingwen/Xinhua)

Com a ajuda da China, Zimbábue prepara-se para ser um grande centro de tecnologia da informação e de telecomunicações. O país do sul da África, que tem uma das maiores taxas de alfabetização do continente africano, acredita que a modernização tecnológica terá um impacto decisivo na economia debilitada pela hiperinflação e um alto índice de desemprego.

O setor de tecnologia e telecomunicações em Zimbábue teve um desempenho melhor do que outros setores da economia na última década e meia do governo do ex-presidente Robert Mugabe. As grandes empresas de telecomunicações aumentaram o investimento para aperfeiçoar sua capacidade de transmissão de dados, como a Econet, que investiu US$ 1,3 bilhão nos últimos dez anos a fim de expandir suas redes 3G e LTE.

A China tem um papel fundamental na tentativa de Zimbábue de se transformar em um centro tecnológico. Com o apoio da empresa chinesa HikVision, líder mundial em videomonitoramento, o governo está instalando equipamentos de reconhecimento facial nos aeroportos e postos de fronteira. Outros projetos incluem a criação de grandes bancos de dados e o desenvolvimento da tecnologia da inteligência artificial (IA).

Em abril, o presidente Emmerson Mnangagwa visitou a China, com o objetivo de discutir a criação de cidades inteligentes, que terá início com um projeto-piloto na cidade de Mutare. Segundo Tami Mudzingwa, um organizador de maratonas de programação, “a modernização tecnológica será fundamental para impulsionar o crescimento econômico e o desenvolvimento” em países africanos, como o Zimbábue.

A inteligência artificial é a mais recente tecnologia que está se disseminando pelo continente africano. De acordo com estimativas da empresa de consultoria McKinsey, 30% da força de trabalho global será substituída até 2030 pelos recursos da IA e da robótica. Mas, apesar do provável impacto social da introdução de novas tecnologias, o governo de Zimbábue acredita que a inteligência artificial pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento do país.

A economia de Zimbábue baseia-se nas atividades de mineração e agricultura, sobretudo com a exportação de tabaco e algodão. Porém,assim como outros países africanos, entre os quais Etiópia, Gana e Ruanda, o governo de Zimbábue quer investir em tecnologia para diversificar uma economia dependente das oscilações dos mercados globais de commodities.

Mas o custo alto da internet é um obstáculo ao desenvolvimento tecnológico e à criação de centros de pesquisa e inovação. O acesso à internet é feito através de pacotes de dados diários de 250 MB por US$ 1 e pacotes semanais limitados de redes sociais oferecidos pelas operadoras. Segundo a Alliance for Affordable Internet, 1 GB de dados móveis “custa quase 45% da renda média de um cidadão”.

Os desafios são inúmeros. Porém, o governo de Zimbábue está decidido a investir em tecnologia e telecomunicações para atingir sua meta de se tornar um país de renda média em 2030.

Fontes:
Quartz-Zimbabwe is trying to transform itself into a leading tech hub with China’s help

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