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Economia do sequestro

Como a delação premiada pode salvar reféns de grupos terroristas

Recompensar jihadistas que deem informações úteis sobre reféns seria uma boa forma de minar uma das maiores fontes de renda dos grupos radicais

Como a delação premiada pode salvar reféns de grupos terroristas
Se o governo dos EUA quiser salvar de outros reféns deve aceitar que, em certas ocasiões, é necessário negociar com terroristas (Reprodução/Reuters)

Estrangeiros em zonas de conflito são vistos por jihadistas como fontes de dinheiro ambulantes. Eles são monitorados, sequestrados e passam meses, às vezes anos, sendo vendidos de um grupo radical para outro, até que seu país de origem pague um resgate milionário por sua libertação. Quando isso não acontece, eles são usados para divulgar a crueldade dos jihadistas, que os matam e exibem suas execuções na internet.

Assim funciona a chamada “economia do sequestro”. A boa notícia é que existe uma forma de mudar essa realidade. A delação premiada pode ajudar a minar uma das maiores fontes de renda dos grupos radicais.

Em 1993, para combater o cartel firmado pelo setor de negócios, o Departamento de Justiça dos EUA passou a oferecer imunidade e recompensa a membros do cartel que dessem informações sobre o esquema e outros envolvidos. O programa foi um sucesso.

O mesmo modelo poderia ser usado para desarticular quadrilhas de terroristas especializadas em sequestro. O que aconteceria se os EUA oferecessem imunidade e milhões de dólares a jihadistas que dessem informações sobre a localização dos reféns? A resposta é simples. Manter um refém americano se tornaria algo perigoso. Não importa onde os jihadistas se escondessem, sempre haveria o risco de alguém delatar.

O governo americano já conta com a infraestrutura para tal programa. Criado em 1984, o Rewards for Justice (Recompensa por Justiça, em inglês) oferece recompensa a quem der informações sobre planos de ataques terroristas nos EUA. Com um ajuste, esse mesmo programa poderia oferecer delação premiada a jihadistas.

E já existe um mercado para esse tipo de negócio. Em dezembro, o jornal Times revelou que um jihadista do Estado Islâmico havia entrado em contado com a Embaixada dos EUA em Ancara se oferecendo para buscar e entregar o jornalista americano James Foley em troca de US$ 750 mil e asilo nos EUA. A embaixada reusou a proposta, afirmando “que não negocia com terroristas”.

Se no futuro o governo dos EUA quiser salvar a vida de outros reféns, deve aceitar que, em certas ocasiões, é necessário negociar com terroristas. Principalmente quando algum jihadista se dispõe a trair seu grupo e ajudar a resgatar um cidadão americano.

Fontes:
The New York Times-The Right Way to Pay Ransoms to Terrorists

1 Opinião

  1. olbe disse:

    Concordo totalmente. É uma maneira valida de poupar vidas e trazer estes pobres de espirito para uma vida segura, coisa que eles não tem pois vivem com bichos e podem ser escalados a qualquer momento para serem bombas vivas. trocar esta vida por outra com o conforto e a segurança da vida americana, vale a pena.

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