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Como associar a capacidade cognitiva do ser humano com a função de um rôbo

Embora os robôs sejam hábeis em atividades precisas e complicadas, eles são péssimos para executar tarefas que os seres humanos acham trivial

Como associar a capacidade cognitiva do ser humano com a função de um rôbo
A construção de um robô que possa mover-se devagar dentro de uma casa ou de um escritório requer um trabalho complexo (Reprodução/Wikipedia)

A primeira Amazon Picking Challenge foi o acontecimento mais popular na International Conference on Robotics and Automation realizada em Seattle, no final do mês de maio. Dezenas de robôs humanoides competiram para pegar objetos como patos de borracha, livros e uma caixa de plástico nas prateleiras, em uma simulação do processo de juntar os itens de um pedido de compra em um armazém de varejo. Uma multidão entusiasmada de acadêmicos e especialistas em robótica reuniu-se para aplaudir o sucesso dos robôs. Mas seus aplausos foram escassos. Muitos robôs não conseguiram pegar um único objeto. Mesmo o vencedor pegou apenas dez itens durante os 20 minutos de teste.

Embora os robôs sejam hábeis em atividades precisas e complicadas como soldagem de um carro, eles são péssimos para executar tarefas que os seres humanos acham trivial, como reconhecer objetos e planejar seus movimentos e o trabalho ao redor deles. A construção de um robô que possa mover-se devagar dentro de uma casa ou de um escritório requer um trabalho complexo de programação computacional, atuadores sofisticados (um tipo de motor), uma série de sensores e uma bateria possante. Por isso, alguns dos robôs que participaram da competição haviam custado meio milhão de dólares.

A solução mais sensata, segundo Walterio Mayol-Cuevas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, seria usar as pessoas para o deslocamento e planejamento, e dar liberdade aos robôs para executarem as tarefas em que são melhores.

Em um artigo apresentado na conferência, Mayol-Cuevas descreveu um robô inteligente que ele e seu aluno, Austin Gregg-Smith, construíram. Inspirado em um aparador de grama portátil, eles projetaram um braço robótico fino e flexível, que se mexe em qualquer direção. Cabos acionados a motor movimentam uma haste de fibra de carbono em cuja extremidade diversas ferramentas podem ser acopladas. O operador carrega o robô para um determinado lugar e aperta o botão de partida. O robô começa a funcionar automaticamente com movimentos da cabeça para pintar um quadro pré-programado, ou a fim de pegar um azulejo da cor precisa para completar um desenho.

Mayol-Cuevas e Gregg-Smith também construíram um segundo protótipo, com uma escova giratória na extremidade. Esse robô pode ser um utensílio de limpeza perfeito. Como Mayol-Cuevas observou, as pessoas encarregadas do serviço de limpeza às vezes são negligentes e não limpam como deveriam ou esquecem de limpar um determinado local. Em um lugar como um hospital a falta de higiene pode causar infecções hospitalares, entre outros problemas graves. Mas as câmeras e sensores de um robô identificam os lugares a serem  limpos e direcionam o operador para o local certo. E têm acesso a espaços inacessíveis a uma pessoa.

Fontes:
The Economist-A handy collaborator

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