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Como conciliar crença religiosa e ambiente de trabalho

Gestores de empresas estão tendo que acomodar as crenças religiosas de seus funcionários, ao mesmo tempo em que têm de tomar cuidado ao expressar as próprias

Como conciliar crença religiosa e ambiente de trabalho
Preconceito religioso é passível de punição para patrões e empresas (Reprodução/Internet)

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Chefes em todo o mundo foram alertados. A não ser que façam concessões às crenças religiosas de sua força de trabalho, cada vez mais diversa, enfrentarão processos, reprimendas oficiais e protestos da equipe. Os empregados esperam cada vez mais ter o direito de, por exemplo, se vestir no trabalho de acordo com sua fé e ter o direito e o espaço apropriado para realizar suas preces.

A última advertência veio no mês passado na forma de novas diretrizes estabelecidas pela Comissão Americana por Oportunidades de Emprego Igualitárias, ressaltando o aumento constante em casos de discriminação religiosa (3.271 no ano passado, uma alta em relação aos 1.709 casos registrados em 1997) e contextualizando o seu significado. Por exemplo, as empresas têm que respeitar os estilos pessoais de penteados dos seus funcionários – dreadlocks dos rastafáris, por exemplo – caso essas estejam vinculados à fé.

E funcionários vestidos com trajes religiosos não devem ser ocultados com a intenção de evitar que clientes de outras religiões fiquem contrariados. As empresas europeias ainda estão absorvendo o impacto da vitória no ano passado por uma funcionária da British Airways que ganhou um processo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos após lhe ter sido temporariamente negado o direito de usar uma cruz com seu uniforme.

Entre outros casos que geraram atenção no ano passado, a Abercrombie & Fitch, uma varejista de roupas americana, pagou US$ 71.000 para ressarcir mulheres muçulmanas (uma ex-funcionária e uma candidata a uma vaga) que afirmaram terem sido vítima de preconceito por usarem um lenço cobrindo a cabeça. E a Tesco, uma rede de supermercados britânica, foi advertida por um tribunal do trabalho após dois funcionários muçulmanos reclamarem de que o acesso à sala de reza lhes ter sido restrito.

Fontes:
The Economist-Faith in the workplace

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