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Geração digital

Como ensinar ciência da computação na pré-escola

Linguagem de programação KIBO, destinada a crianças de 4 a 7 anos, visa aumentar o número de pessoas que entendem os princípios da computação

Como ensinar ciência da computação na pré-escola
Crianças em idade pré-escolar aprendem os fundamentos da programação (Foto: Divulgação/ Kinderlab Robotics)

A computação sempre foi uma brincadeira dos jovens. Mas mesmo pelos padrões de Steve Jobs, Mark Zuckerberg e Bill Gates, que haviam apenas começado a vida adulta quando fundaram suas empresas, os programadores da linguagem de programação KIBO são ainda mais jovens. KIBO destina-se a crianças de quatro a sete anos.

Em vez de organizar, como um programador mais velho faria, um conjunto de constantes, variáveis, operações e expressões, escritas em uma língua semelhante ao inglês, em uma sequência lógica, o “programador” mirim do KIBO organiza blocos de madeira etiquetados com nomes de símbolos. Esses símbolos dizem a um robô de plástico o que fazer em seguida. Uma seta reta significa “siga em frente mais um metro”. Uma seta curva quer dizer “vire na direção indicada pela seta”. Duas setas semicirculares apontadas umas para as outras dão o comando “repetir a instrução anterior”, um comando de especial importância, porque introduz os neófitos ao conceito de recursividade.

Para compilar e executar um programa KIBO recém-escrito, as crianças só precisam levantar o robô e escaneá-lo ao longo da fileira de blocos, para que possa ler os códigos de barras das etiquetas. Esses códigos indicam os símbolos dos blocos. Em seguida, ao ser colocado no chão, o robô está pronto para atacar o animal de estimação da família ou qualquer outra ideia caótica que tenha passado pela mente da criança.

Portanto, KIBO é um brinquedo divertido. Mas também tem o objetivo de aumentar o número de pessoas que têm um talento genuíno para entender os princípios da computação, porque apesar da opinião que tem sobre si mesma, a geração digital nascida na era da internet não é dotada desse talento. Os jovens atuais, embora sejam uns gênios para descobrir tudo sobre o funcionamento das últimas novidades tecnológicas, têm apenas um conhecimento superficial desse funcionamento.

Agora, muitos pais e professores querem que as crianças aprendam a programar ao mesmo tempo em que aprendem a ler, escrever, subtrair e somar. Alguns países como a Grã-Bretanha, Estônia e Finlândia, incluíram a programação no currículo escolar.  Outros brinquedos destinados a ensinar os rudimentos da programação a crianças pequenas, em vez de blocos de madeira usam blocos de códigos exibidos como ícones de diversos tipos nas telas de tablets, smartphones e até mesmo de PCs antiquados.

Fontes:
The Economist - No Assembler Required

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