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Como estudar o espaço com uma nuvem de partículas brilhantes

A ideia é lançar um foguete cheio de partículas minúsculas que refletem a luz e que, ao se soltarem no espaço, formam uma nuvem brilhante

Como estudar o espaço com uma nuvem de partículas brilhantes
A questão do tamanho pode ser resolvida com um design inteligente (Foto: Flickr)

Além de desafiador, colocar um telescópio em órbita é um projeto caro. Os astrônomos querem equipar os telescópios com os maiores espelhos possíveis. Os grandesespelhos captam mais luz e, assim, veem objetos menos nítidos. Esses espelhos também têm uma capacidade de aumento maior, o que permite solucionar detalhes mais sutis. No entanto, há um limite para a dimensão e o peso do espelho a ser lançado no espaço por um foguete.

A questão do tamanho pode ser resolvida com um design inteligente como, por exemplo, um espelho com um design de pétalas hexagonais que ao se dobrarem se superpõem no momento do lançamento e se abrem no espaço. Esse é o projeto do futuro telescópio espacial James Webb. O peso, porém, sempre será um problema. Poresse motivo, é preciso pensar em como contornar a dificuldade imposta pelo material usado na fabricação dos espelhos. Mas agora Marco Quadrelli do JetPropulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia, e Grover Swartzlander do Rochester Institute of Technology, no estado de Nova York, apresentaram umaproposta revolucionária.

A ideia é lançar um foguete cheio de partículas minúsculas que refletem a luz e que, ao se soltarem no espaço, formam uma nuvem brilhante. Em seguida, essa nuvem seria moldada por raios laser, instalados em satélites com uma órbita próxima à nuvem, na forma do espelho de um telescópio.

A radiação laser exerce duas forças ao atingir um objeto. A primeira é a força da dispersão que afasta o objeto dafonte do raio laser. A força de sustentação, por sua vez, age nos ângulos retos ao raio e atrai o objeto em direção ao eixo do laser. A combinação das forças de sustentação e de dispersão permite moldar a nuvem com qualquer forma, até mesmo com a forma da superfície côncava do espelho principal de um telescópio.

Fontes:
The Economist-A glittering prize

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