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Wi-Fi a bordo

Como funciona a rede Wi-Fi a bordo dos aviões

Diversas empresas usam a transmissão de dados via satélite; algumas usam seus próprios satélites, enquanto outras compram a licença de frequência

Como funciona a rede Wi-Fi a bordo dos aviões
O acesso à internet a bordo dos aviões exige conexões mais rápidas e um funcionamento perfeito o tempo inteiro (Reprodução/Alamy)

No início do ano 2000 as companhias aéreas começaram a oferecer o serviço de acesso à internet a 10 mil metros de altitude. Atualmente, o uso do Wi-Fi a bordo dos aviões é cada vez mais comum nos voos domésticos nos Estados Unidos e em rotas de longa distância em outros lugares. Em razão de muitas rotas sobrevoarem o oceano ou regiões desabitadas, como os aviões se conectam à internet?

A emissão de sinais de rádio para um avião não é uma novidade, mas esses sinais eram transmitidos por meio de conexões de baixa frequência inadequadas ao tráfego da internet. A comunicação de voz continua analógica, mesmo na era digital. A Aircraft Communications Addressing and Reporting System (ACARS) fornece conexões digitais via sinais VHF da terra, ou através de satélites, que permitem que os aviões enviem dados telemétricos curtos. Mas a ACARS opera com taxas de dados comparáveis aos modems de conexão de linha discada, medida em milhares de bits por segundo (Kbps). A comunicação de voz e os sistemas de telemetria têm compatibilidade internacional, confiabilidade e flexibilidade. O acesso à internet a bordo dos aviões exige conexões mais rápidas e um funcionamento perfeito o tempo inteiro. As duas abordagens que surgiram basearam-se em conexões terrestres e em satélites.

A Boeing foi a primeira empresa a oferecer acesso à internet no início da década de 2000, por meio de um dispositivo eletrônico de recepção e transmissão de sinais conectado a satélites geostacionários situados em um ponto fixo em relação à Terra, além de uma cúpula protetora de uma antena de radar instalada em cima dos aviões. Essa conexão fornecia o acesso à internet com uma velocidade de alguns megabits por segundo (Mbps), divididos entre os passageiros. A Boeing também tinha uma rede Wi-Fi (e, em alguns casos, cabos de Ethernet) dentro dos aviões. Mas esse serviço mostrou-se inviável do ponto de vista financeiro, em parte por causa do alto custo de instalação e funcionamento do equipamento e, por esse motivo, a Boeing o interrompeu em 2006.

Nesse mesmo ano a empresa Gogo Inc. comprou uma licença de frequência de banda larga nos Estados Unidos e começou a operacionalizar suas atividades em 2008, com diversas estações terrestres, que transmitiam dados direcionados aos aviões, com o uso da tecnologia EV-DO de terceira geração (3G). O serviço aéreo de acesso à internet, e-mail e outras conexões de banda larga estendeu-se para o Canadá em 2014. A Gogo bloqueia o serviço de streaming de vídeo e telefonia via internet para impedir que um usuário ocupe toda a capacidade da rede.

Porém a comunicação via satélite nunca foi abandonada. Depois da tentativa fracassada da Boeing, os equipamentos dos satélites ficaram mais leves, baratos e mais eficientes, e as companhias aéreas começaram a instalar a rede Wi-Fi nos aviões mais novos. Diversas empresas usam a transmissão de dados via satélite nos serviços aéreos de acesso à internet; algumas usam seus próprios satélites, como a Panasonic Avionics (empresa contratada pela United como provedora de acesso de banda larga à internet via Wi-Fi e serviços de entretenimento a bordo), enquanto outras, como Row 44 e OnAir, compram a licença de frequência com a capacidade necessária.

Fontes:
Economist-How airborne Wi-Fi works

2 Opiniões

  1. Filipa disse:

    oi gostei do artigo, gostaria de saber quais os equipamentos finais ao bordo do aviao para que a internet funcione

  2. Wandielson disse:

    Nossa Quem Escreve O Texto É Muito Inteligente No Modo De Falar Ajudou Muito

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