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REFERENDO BRITÂNICO

Como a Grã-Bretanha pode se manter na União Europeia

Renúncia inesperada de David Cameron abre brecha para sucessor negar a ruptura

Como a Grã-Bretanha pode se manter na União Europeia
Saída do Reino Unido parece assustar até os políticos britânicos que apoiaram a ruptura (Foto: Pixabay)

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Às vezes, no meio dos editoriais que seguem um evento político importante, a melhor opinião se encontra na seção dos comentários. É o caso de uma opinião escrita por um leitor do Guardian logo após a Grã-Bretanha votar para sair da União Europeia, na última quinta-feira, 23. Com sua articulada observação, o comentarista deixou esperançosas muitas pessoas ao redor do mundo, especialmente britânicos que votaram pela permanência no bloco.

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O comentário especula sobre um cenário por meio do qual a Grã-Bretanha pode evitar a saída da União Europeia. O argumento do leitor, chamado Teebs, é o seguinte:

Antes da votação, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que  se os britânicos decidissem pelo Brexit, ele invocaria o artigo 50 da União Europeia, que estabelece um calendário para países formalmente romperem com o bloco. Cameron disse que faria isso na manhã seguinte à votação. Em vez disso, ao anunciar sua renúncia, ele pode estar tentando proteger seu legado, passando a responsabilidade de desencadear a ruptura potencialmente catastrófica para o seu sucessor.

Provavelmente, o sucessor de Cameron será alguém de dentro do seu partido que apoiou a saída da União Europeia. Isso parece sinalizar que esse sucessor não hesitará em invocar o artigo 50 para dar início à retirada. Mas, como observou o comentarista, esses prováveis sucessores têm sido bastante moderados em suas observações desde o referendo, e alguns até preferiram não comentar o ocorrido.

Ou seja, as consequências da ruptura podem ser tão desastrosas que o sucessor de Cameron pode preferir adiar a invocação do artigo 50. Pelo menos por enquanto, ninguém parece entusiasmado com a tarefa.

Leia abaixo (em inglês) o comentário que o leitor “Teebs” deixou no Guardian

Reprodução/Guardian

Reprodução/Guardian

Fontes:
Washington Post - An astute online comment has some wondering whether Brexit may actually happen

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