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RELIGIÃO NOS EUA

Como Obama reforçou a fé cristã nos EUA

Estados Unidos se despedem de um presidente cuja evolução espiritual fortaleceu sua crença nos princípios cristãos

Como Obama reforçou a fé cristã nos EUA
Essa demonstração de fé cristã seria apenas uma estratégia política? (Foto: White House/Flickr)

Os Estados Unidos estão se despedindo de um presidente cuja evolução espiritual fortaleceu sua crença nos princípios cristãos. Mas, apesar disso, Obama foi detestado e demonizado por pessoas com crenças religiosas fortes, que criticaram sua política em relação ao direito de reprodução, casamento entre pessoas do mesmo sexo e pesquisa de células-tronco. Um número surpreendente de seus compatriotas acredita que Obama esconde sua fé no Islã. Porém mais do que outros presidentes recentes, Obama foi capaz de descrever seu desenvolvimento espiritual como cristão, com convicção e paixão.

Ele sentia-se à vontade em meio aos princípios gerais teístas da religião cristã, predominante no país, como também com temas mais específicos da teologia cristã. Como citou em seu livro de ensaios a ser publicado em breve sobre líderes mundiais e fé, George W. Bush não mencionou as palavras “Jesus”, “Cristo” ou “Salvador” durante os oito anos em que presidiu o National Prayer Breakfast.  Em comparação, em 2013, no Easter Prayer Breakfast Obama descreveu Jesus de Nazaré como “nosso Salvador, que sofreu, morreu e ressuscitou, como Deus e homem”.

É verdade que suas convicções teológicas evoluíram e ficaram mais vigorosas ao longo de sua carreira. E que a conveniência política desempenhou um papel importante nessa evolução. Em sua autobiografia The Audacity of Hope publicada em 2006, ele descreveu como descobriu a fé em uma igreja frequentada por negros em Chicago, onde o cristianismo foi uma forma de “expressar suas crenças” sobre justiça para os oprimidos. Mas nessa época sua visão de Jesus era mais de um professor do que um ser divino e, em sua concepção teológica, havia muitos caminhos para a salvação.

Na véspera da eleição presidencial em 2008, quando surgiram os boatos sobre sua fé secreta no islamismo, Obama reiterou sua crença no cristianismo de uma maneira mais explícita. O material de campanha dizia que, quando jovem, ele havia “sentido o apelo da espiritualidade e tinha incorporado Jesus Cristo à sua vida”.

Essa demonstração de fé cristã seria apenas uma estratégia política? Existem políticos que falam sobre Deus e os dogmas cristãos com uma sinceridade e integridade que inspiram respeito. Mas outros dissimulam suas crenças no jogo político. O presidente Barack Obama é sincero em suas convicções, ao contrário de seu sucessor. E não foi com a intenção de causar impacto em um provável público leitor que Obama escreveu uma mensagem no Muro das Lamentações em Jerusalém:

“Senhor, proteja minha família e a mim. Perdoe meus pecados e me ajude a encontrar proteção contra o orgulho e a desesperança. Conceda-me a bênção da sabedoria para fazer o que é correto e justo. E faça de mim um instrumento de seus desígnios.”

Essas palavras teriam permanecido como uma mensagem íntima entre Obama e seu Criador se um jornal israelense não as tivesse publicado.

Fontes:
The Economist-A president with a feel for the spiritual who was hated by the pious

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3 Opiniões

  1. Antonio disse:

    A ciência e o poder não aceitam princípios religiosos, embora todos nós estejamos envolvidos em dois planos. Não há como separar os dois. O plano astral tem mais poder que qualquer poder terrestre. Obama embora tenha feito guerras, fez muito menos que seus antecessores. Tinha a espiritualidade mais próxima dele. O novo presidente parece estar mais distante dá espiritualidade o que preocupa muito. Porém ainda é só o começo.

  2. Natanael Ferraz disse:

    Obama reforçou sua fé cristã e foi sucedido pela besta do apocalipse.

  3. Roberto1776 disse:

    Até faz sentido: nada (além de mussuls descompensados tipo o aiatolá Khomeini) impede um muçulmano de se converter ao cristianismo. O fato de ter tido um pai mussul e uma mão maluca e de ter sido criado no maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, só deve ter reforçado o seu desejo de se converter à fé do país que o adotou e o elegeu presidente duas vezes. Burro, certamente ele não é. Deixar de ser mussul e se converter ao cristianismo é um enorme avanço. O próximo passo deverá ser o reconhecimento de que o ateísmo é extremamente racional, apesar de a abiogênese ser muito difícil de engolir.

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