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história das guerrilhas

Como os fracos derrotam os fortes

Lutar contra insurgentes requer paciência, comedimento e uma boa estratégia de relações públicas

Como os fracos derrotam os fortes
De rebeldes a jihadistas, guerrilheiros sempre estiveram entre nós (Reprodução/Corbis)

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Tudo indica que, assim como os pobres, os exércitos de guerrilha sempre estiveram entre nós. Dos rebeldes nômades que trouxeram abaixo o império romano a jihadistas tecnológicos que explodem aviões que instaram o lançamento da equivocada “guerra ao terror global” americana, forças irregulares são um fator constante na história das guerras. E combatê-las se tornou mais difícil do que nunca.

Há muita literatura que oferece conselhos sobre como derrotar tais adversários enlouquecedores. Max Boot, um historiador militar neoconservador americano, fez algo diferente. “Invisible Armies” é uma história narrativa das guerrilhas e do terrorismo (seu primo menos eficiente), que vai do que ele descreve como suas origens, a derrubada do império acadiano na Mesopotâmia no século XXII AC, até os dias de hoje. O autor se move rapidamente ao longo dos cerca de 4.000 anos iniciais e as coisas realmente começam a acontecer no século XVIII e suas guerras de independência revolucionárias.

Devido ao fato de que as insurgências estabelecem uma oposição entre os fracos e os fortes, a maioria acaba fracassando. Entre 1775 e 1945, “apenas” cerca de um quarto desses movimentos lograram sucesso na maioria ou em todos os seus objetivos. Mas desde 1945 esse número subiu para 40%, de acordo com Boot. Parte da razão da melhora da taxa de sucesso é a crescente importância da opinião pública. Desde 1945, a disseminação da democracia, educação, mídia de massa e do conceito do direito internacional conspiraram para erodir a determinação de estados envolvidos em esforços prolongados de contrainsurgência.

Fontes:
The Economist-How the weak vanquish the strong

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2 Opiniões

  1. Andre Ricardo Cruz Fontes disse:

    Nem todos os insurgentes são guerrilheiros. Nem todos os os insurgentes são terroristas. Nem todos os insurgentes são muçulmanos. Nem todos os insurgentes deixaram de usar o meio democrático ou diplomático. Nem todos os insurgentes defendem teses injustas. Foram os insurgentes que libertaram parte da Irlanda. Também foram os insurgentes que fizeram a independência de Israel. Insurgentes libertaram as colônias britânicas que se tornaram os Estados Unidos da América. Foram insurgentes que libertaram a Eslovênia, a Croácia, a Bósnia-Herzegoniva, a Macedônia, e porque não dizer também Kosovo. Foram insurgentes que derrubaram Khadaffi. Insurgentes querem impedir o Presidente da Síria com seu governo despótico. Insurgentes derrubaram Somoza. Insurgentes afastaram o Presidente Mobuto, do antigo Zaire. Insurgentes derrubaram o Presidente Mubarak, do Egito. Insurgentes não aceitaram a França colonizadora no Vietnâ e não aceitaram a invasão dos EUA a esse país. Esses são alguns exemplos dos dois lados da questão. O Iraque foi invadido e Sadam Hussein finalmente destituído. O povo deveria aceitar ainda a invasão?

  2. Observadora não distante!!! disse:

    Sem dúvida o sofrimento do governo ditatorial deveriam servir como argumento do povo Iraquiano ceder a invasão, mas isso não significa que EUA pode ocupá-lo ou governá-lo. É um direito inalienável dos povos iraquianos de lutar pela sua própria liberdade de escolha!

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