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Escravidão Moderna

Como reduzir o trabalho forçado e o tráfico humano

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) avalia que o número total de pessoas em condições de semiescravidão seja de cerca de 21 milhões

Como reduzir o trabalho forçado e o tráfico humano
O trabalho forçado é comum em algumas regiões da índia, da China, do Paquistão, da Rússia, do Uzbequistão e da Tailândia (Reprodução/Corbis)

As estimativas referentes ao número de trabalhadores, que vivem em condições de semiescravidão são, é claro, imprecisas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), uma agência multilateral da Organização das Nações Unidas, avalia que o número total seja de cerca de 21 milhões, com 5 milhões no comércio da exploração sexual e 9 milhões em trabalho forçado em seus países ou em outros lugares. Segundo dados, a Índia tem cerca de metade desse número total de pessoas calculado pela OIT, que trabalha em fornos de olarias, pedreiras ou no comércio têxtil. O trabalho forçado também é comum em algumas regiões da China, do Paquistão, da Rússia e do Uzbequistão, além de uma quantidade expressiva de pessoas obrigadas a trabalhar em situação de risco nos barcos de pesca na Tailândia. Uma pesquisa recente da Verité, uma organização não governamental (ONG), revelou que um quarto dos trabalhadores do setor de produção de aparelhos eletrônicos na Malásia trabalha em regime de semiescravidão.

Até há pouco tempo os ativistas de defesa de direitos humanos preocupavam-se mais com as vítimas levadas à força para outros países onde eram exploradas sexualmente. Uma aliança, aparentemente contraditória, de militantes cristãos de direita e feministas de esquerda afirma que a melhor solução seria processar os clientes das vítimas da exploração sexual. Mas agora o foco das atenções envolve um maior número de pessoas submetidas a outras formas de trabalho forçado e as soluções propostas estão mudando. Grupos de ativistas e leis mais brandas, apoiados por processos ocasionais mais severos e de maior repercussão, têm o objetivo de obrigar as multinacionais a controlar suas cadeias de suprimentos de mão de obra em regime de semiescravidão.

Em dezembro o papa Francisco e o grande imame da mesquita al-Azhar no Egito, além de outros importantes líderes religiosos, lançaram o Global Freedom Network, uma coalizão que tem como meta pressionar governos e empresas a erradicar a escravidão moderna, definida em termos do tráfico humano, trabalho forçado e exploração sexual. Dois novos fundos filantrópicos também foram criados com o mesmo objetivo. O Global Fund to End Slavery, que conta com o apoio financeiro de Andrew Forrest, um magnata australiano do setor de mineração, tentará arrecadar doações de governos e de estratégias nacionais desenvolvidas por meio de parcerias públicas e privadas, em países onde a prática do trabalho forçado é comum. E o Freedom Fund, criado em 2013 por Andrew Forrest em uma nova iniciativa, Pierre Omidyar, o fundador do eBay, e a Legatum Foundation fundada por Christopher Chandler, um empresário da Nova Zelândia, financia pesquisas com a finalidade de reduzir o trabalho forçado.

Fontes:
Economist-Everywhere in (supply) chains

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