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Ciganos da Hungria

Como sair de um círculo vicioso

Um julgamento de assassinato é sintomático do maior problema social da Europa

Como sair de um círculo vicioso
Comunidade cigana da Hungria representa 8% da população do país (Fonte: Reprodução/Reuters)

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Robbert Csorba pegou Robika, seu filho de quatro anos de idade, e fugiu para salvar suas vidas quando um coquetel molotov atingiu sua casa. Eles não foram longe: ambos foram mortos a tiros assim que saíram de casa. Um tribunal de Budapeste condenou, na semana passada, três extremistas de direita à prisão perpétua, sem condicional, pelo assassinato dos Csorbas e de quatro outros membros da minoria cigana da Hungria em uma série de ataques entre 2008 e 2009. Um quarto membro do grupo recebeu pena de 13 anos. Os quatro homens haviam admitido seu envolvimento, mas haviam negado o assassinato. É provável que recorram da sentença.

As mortes no norte e no leste do país causaram uma onda de terror na comunidade cigana da Hungria, a qual representa 8% da população do país, de 10 milhões de pessoas. Os assassinos haviam operado livremente por cerca de 14 meses. A investigação da polícia foi assolada pela incompetência e, dizem os ativistas ciganos, uma falta de empenho em capturar os assassinos. Somente com a chegada dos perfilhadores do FBI o caso foi solucionado.

O juiz Laszlo Miszori disse que os assassinos se encaravam como vigilantes, trazendo ordem para as comunidades sem lei. A violência arrefeceu na Hungria, mas está crescendo na vizinha, a República Tcheca. Os embates entre os ciganos e os não-ciganos foram estimulados pelos grupos Neonazistas, cada vez mais confiantes. Na Eslováquia, diversas cidades ergueram muros para separar as comunidades ciganas dos seus vizinhos.

Fontes:
The Economist - Hungary’s Roma: How to get out of a vicious circle

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1 Opinião

  1. Regina Caldas disse:

    A situação dos ciganos na Europa é de dar pena. No verão eles costumam viajar, mas são rejeitados onde quer que acampem. Mas é de se esperar. A Europa gosta de palpitar sobre violações de Direitos Humanos fora de seu território, sem nunca olhar para o que ocorre em seu próprio quintal…

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