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Casamento nos EUA

Como tornar as famílias mais estáveis

Novo livro da ex-assessora orçamentária de Bill Clinton analisa a situação da família americana

Como tornar as famílias mais estáveis
A liberalização do divórcio foi boa para muitos adultos, escreve Sawhill (Reprodução/Alamy)

Generation Unbound: Drifting into Sex and Parenthood without Marriage. De Isabel Sawhill.Brookings InstitutionPress; 209 páginas

Na semana passada o Pew Research Center, um centro de estudos, estimou que um em cada quatro jovens americanos jamais se casarão. Entre as vantagens disso podem ser incluídas a possibilidade de “fazer sexo com uma pessoa atraente diferente a cada noite pelo resto da sua vida” e de viver “livre de uma instituição opressiva que representa o amor imortal”, sugere o Onion, um jornal de notícias satíricas. Isabel Sawhill tem uma opinião mais séria. Ex-assessora orçamentária de Bill Clinton, que hoje trabalha na Brookings Institution, em Washington, DC, ela vem analisando a situação da família americana há décadas. “Generation Unbound” é claro, conciso e admiravelmente razoável.

O livro descreve as vastas mudanças que ocorreram desde a revolução sexual da década de 60. A liberalização do divórcio foi boa para muitos adultos, escreve. Porque podem sair do casamento, os parceiros infelizes têm mais poder para exigir mudanças. Mas “as crianças também têm direitos” e a instabilidade de um número crescente de famílias americanas as prejudica de diversas formas.

Charles Murray, cientista social conservador, acha que a resposta requer que famílias educadas divulguem os valores que praticam. Sawhill duvida que isso funcionaria. Ao invés, ela sugere várias pequenas ideias de políticas públicas, dentre as quais a mais impressionante é também a mais simples: ela estimula o uso de DIUs.

Aproximadamente 60% das gravidezes de jovens solteiras americanas não são planejadas. Pílulas e preservativos são facilmente acessíveis, mas muitos casais não conseguem usá-los repetidamente. Em uma pesquisa 44% das jovens concordaram com a afirmação “não importe se você usa métodos contraceptivos ou não; quando é a sua hora de engravidar, vai acontecer”. Os DIUs são 40 vezes mais eficientes que a pílula porque duram por muitos anos, de modo que a usuária não tem que lembrar de tomá-las todas as manhãs. No entanto apenas 5% das mulheres americanas utilizam o dispositivo, comparado a 40% das chinesas.

Fontes:
The Economist - The new merry-go-round

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