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TECNOLOGIA

Comparação e contraste no estudo dos terremotos

Uma nova técnica permite examinar com mais precisão os efeitos dos terremotos e suas consequências

Comparação e contraste no estudo dos terremotos
O sensor do SAR cria imagens através das nuvens, sem que a obtenção de dados exija dias claros (Foto: Wikimedia)

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Quando um grande terremoto atinge uma área seu efeito não é igual em todos os lugares. O trabalho de descobrir as áreas mais danificadas e que, portanto, precisam com urgência de ajuda em um terreno cuja formação geológica foi pouco estudada, além de muito arriscado, é extremamente complexo. Envolve o trabalho de especialistas tanto no local do terremoto quanto no estudo de imagens de satélites em laboratórios distantes.

Sang-Ho Yun, do Jet Propulsion Laboratory da Nasa, em Pasadena, Califórnia, acredita que pode ajudar esses especialistas com o uso mais eficaz das imagens de satélites. Atualmente, grande parte da superfície da Terra foi mapeada pela técnica do radar de abertura sintética (SAR), que cria imagens de alta resolução a grandes distâncias. De importância vital na ajuda humanitária, o sensor do SAR cria imagens através das nuvens, sem que a obtenção de dados exija céus sem nuvens.

Além disso, as imagens incluem informações sobre altitude, com a precisão de alguns centímetros. Yun pretende comparar as imagens de “antes” e “depois” de uma área atingida, com o objetivo de descobrir a mudança de relevo e os deslocamentos causados pelo abalo sísmico, assim como as áreas mais afetadas. Em seguida, um software especial irá colorir essas áreas para que os especialistas possam examiná-las com mais facilidade.

Em 25 de abril de 2015, como relatou em Seismological Research Letters, Yun teve a oportunidade de testar sua ideia. Um terremoto de magnitude 7,8, o mais forte na região desde 1934, atingiu a região central do Nepal. O abalo sísmico causou a morte de mais de 8 mil pessoas e um grande dano. Com a ajuda do radar de abertura sintética, Yun captou imagens de alta resolução e comparou-as com imagens feitas antes do terremoto. A partir dessa análise, Yun e seus colegas fizeram mapas com códigos de cores, que mostraram os deslocamentos do terreno suscetíveis de danificar prédios.
Para comprovar a precisão das conclusões, Yun e seus colegas trabalharam em conjunto com a equipe da United States Geological Survey, liderada por Kenneth Hudnut. Eles compararam seus mapas com os produzidos depois do acidente pela National Geospatial Intelligence Agency, a agência de inteligência geoespacial do Departamento de Defesa dos EUA, e pelas Nações Unidas. Esses conjuntos de mapas haviam sido feitos por pessoas que examinaram durante três dias imagens de satélites de alta resolução para danos ambientais. Quase todos os mapas de Yun e de sua equipe, como a comparação mostrou, continham as mesmas informações.

Fontes:
The Economist-Compare and contrast

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