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Condenação de soldado por homicídio divide opiniões em Israel

A condenação por homicídio de um soldado das Forças de Defesa de Israel que matou um palestino provocou uma grave tensão na sociedade israelense

Condenação de soldado por homicídio divide opiniões em Israel
Azaria executou um palestino que foi baleado após apunhalar um israelense (Foto: Facebook)

Um dos mais controversos casos na história militar de Israel chegou ao fim em 4 de janeiro, quando três juízes militares condenaram o sargento Elor Azaria por homicídio de um palestino.

A controvérsia pública não se referiu aos fatos. Tanto os advogados de defesa quanto de acusação concordaram que em 24 de março de 2016, na cidade de Hebron, na Cisjordânia, Azaria havia atirado em Abdel-Fattah al-Sharif, um palestino que estava gravemente ferido depois de ter sido baleado ao apunhalar um soldado israelense.

O tribunal também não aceitou o argumento de Azaria de que havia agido em legítima defesa. Os juízes chegaram a uma decisão unânime que ele tinha agido com “calma e premeditação” e que, como havia dito a outro soldado na cena do crime, al-Sharif “merecia morrer”.

A polêmica referiu-se ao fato de que, na opinião de uma grande parte da população de Israel, Azaria teve razão em atirar em um prisioneiro ferido, que não constituía mais um perigo. Uma pesquisa realizada em agosto pelo Israeli Democracy Institute e a Universidade de Tel Aviv indicou que 65% da população judia de Israel apoiava sua conduta. Mas a mesma pesquisa revelou que 87% dos israelenses defendiam as Forças de Defesa de Israel (IDF), a organização que levou o sargento Azaria a julgamento.

Uma explicação para essa divergência seria a raiva crescente contra os ataques esporádicos a faca de palestinos desde 2015. Outro motivo é que a admiração pelo exército não se estende obrigatoriamente aos generais, que se apressaram em condená-lo assim que o vídeo do crime foi divulgado.

Fontes:
The Economist-The conviction of an IDF soldier divides Israel

1 Opinião

  1. adelson disse:

    Liberdade para o sargento. Legitima defesa dele e de terceiro.

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