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Os artifícios usados para avaliar a eficiência dos carros europeus

Em 2013, os dados referentes à economia de combustível de carros europeus foram em média 38% pior do que os divulgados, revela consultoria

Os artifícios usados para avaliar a eficiência dos carros europeus
Os procedimentos dos testes na Europa estão obsoletos e sujeitos a irregularidades(Reprodução/Internet)

O argumento que os carros americanos consomem muita gasolina, enquanto os automóveis europeus são mais econômicos é um estereótipo como outro qualquer. No entanto, essa ideia preconcebida aplica-se a modelos semelhantes vendidos dos dois lados do Atlântico. Aparentemente, os carros europeus percorrem distâncias maiores com um tanque de gasolina e, portanto, emitem menos dióxido de carbono. Mas na propaganda de marketing da indústria automobilística o consumo de gasolina tem pouca relação com o desempenho do carro.

Os dados referentes ao consumo de combustível e a regulamentação para redução das emissões de CO2 são obtidos em ensaios de homologação, que medem a emissão de gases poluentes. O que era antes uma diferença razoável entre os quilômetros percorridos em testes de pista e em estradas se transformou em um abismo, segundo um relatório recente do Transport & Environment (T&E), um grupo ambientalista. As análises de informações de proprietários de carros na Europa realizadas pela empresa de consultoria International Council on Clean Transportation, mostraram que em 2013 os dados referentes à economia de combustível “na estrada” foram em média 38% pior do que os divulgados.

Os procedimentos dos testes na Europa estão obsoletos e sujeitos a irregularidades. Os fabricantes de carros enviam protótipos para serem testados. Eles são fabricados com a maior simplicidade possível. Pesos extras como sistema de som e espelhos laterais são rotineiramente eliminados. Lubrificantes especiais melhoram o desempenho do motor. A vedação de aberturas entre os painéis e as portas diminui a resistência à velocidade. E pneus cheios com um gás especial aumentam a distância percorrida.

Fontes:
The Economist-Fuel’s paradise

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    Os fabricantes de todo o Mundo trabalham com soluções idênticas.
    O que é certo é que os carros chineses não passam nos testes de qualidade e segurança dos EUA nem da UE.

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