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Recomendação da ONU

Consumo de insetos é uma tendência inevitável, dizem especialistas

ONU ressalta que insetos são ricos em cálcio, ferro, zinco e proteína

Consumo de insetos é uma tendência inevitável, dizem especialistas
Apenas espécie mantidas em criadouros devem ser consumidas (Fonte: Reprodução/Thinkstock)

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A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) acredita que, em 2050, quando a população mundial chegar a 9 bilhões de pessoas, os insetos serão a base da alimentação do planeta.

Leia também: Por que comer mais insetos pode ser bom para você e para o planeta

A previsão, divulgada no mês passado, não agrada a todos, mas, segundo especialistas, o consumo de insetos é uma tendência inevitável.

A FAO ressalta que os insetos são ricos em cálcio, ferro, zinco e proteína. Algo natural em países da Ásia e da África, o consumo de insetos no Brasil ainda é pouco comum, mas já é possível experimentá-los em alguns restaurantes.

Eva Muller, coautora do estudo da FAO, ressalta que o objetivo da entidade é fazer também com que os insetos sejam mais explorados na gastronomia.

Espécies tóxicas

O professor de biologia Eraldo Costa, da Universidade Estadual de Feira de Santana, que participou da reunião técnica da FAO, diz que a mudança dos hábitos alimentares envolve também uma questão de sustentabilidade.

Ainda de acordo com o professor, as pessoas não devem, no entanto, buscar os insetos no jardim de casa, pois existem espécies tóxicas para o consumo humano. Apenas as que são mantidas em criadouros podem ser consumidas.

Fontes:
Zero Hora - Segundo especialistas, o consumo de insetos, recomendado pela ONU, é uma tendência inevitável

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2 Opiniões

  1. Tatiana Costa disse:

    O consumo de insetos será uma imposição, um verdadeiro jogo hegemônico entre os dominantes e dominados. É engraçado vê como um discurso é construído e colocado em prática, pois visa apenas o outro. Enquanto isso os afortunados manterão seu estilo de vida com toda pompa e glamour ao passo que as demais pessoas serão incentivadas e bombardeadas pela mídia para adotarem esse hábito.
    E o pior de tudo é que logo, logo descobrirão que os insetos serão a nova alma do negócio… imaginem só o elevado preço dos bichinhos nas prateleiras dos supermercados e os reajustes que esses mesmos produtos sofrerão ao longo do anos. Será uma questão de tempo para a população descobrir, futuramente, que os preços dos insetos não serão tão barato assim, e consequentemente faltará insetos na mesa de muitos trabalhadores.
    Agora só resta saber se as pessoas que ocupam um elevado cargo na ONU e na FAO irão aderir ao consumo de insetos uma vez que é inevitável, como ela afirma. É inevitável para quem?

  2. Filipa Cambeiro disse:

    É tão simples quanto isto: a população está a aumentar e os recursos naturais a diminuir. Não havendo recursos naturais (e devido ao facto dos solos estarem cada vez menos férteis) não existe maneira de aumentar muito mais a produtividade de carne. Assim, é simplesmente impossível que, futuramente, consigamos saciar a fome a toda a população com “carninha da boa” (tanto porque não haverá suficiente como porque o seu preço irá ficar muito mais elevado precisamente devido a essa escassez). Logo, a menos que queira que metade da população morra à fome sugiro que se comece a habituar à ideia de consumir alimentos alternativos como os insetos. Agora se não lhe apetecer sempre pode tentar ganhar mais um pouco, amealhar, para depois poder comprar um bife de porco a 10 euros.

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