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Coreia do Norte admite a existência de centros para ‘reformar’ cidadãos

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores admitiu a existência de centros de trabalho para reformar os cidadãos que discordam do regime

Coreia do Norte admite a existência de centros para ‘reformar’ cidadãos
Nos centros, os detidos 'verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais' (Reprodução/Telegraph)

Pela primeira vez, a Coreia do Norte admitiu publicamente a existência de campos de concentração feitos para “reformar” cidadãos que discordam da vertente ideológica do governo de Kim Jong-un.

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Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, comandado pelo ministro Ri Su-yong, disse a jornalistas que não se tratam de campos de prisioneiros, mas sim de “centros de trabalho para reformar os detidos”. Segundo o porta-voz, nesses locais os detidos “verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais”.

Há um ano, a ONU elaborou um relatório que fala sobre a existência de campos de concentração na Coreia do Norte, os chamados GulagsO relatório fala sobre denúncias de execuções, desaparecimentos e tortura promovidos pelo regime norte-coreano. O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas constatou violações “sérias, generalizadas e sistemáticas” na Coreia do Norte e documentou a crueldade a que foram submetidos mais de 24 milhões de pessoas.

Segundo especialistas da ONU, o reconhecimento desses campos de concentração indica um avanço na luta contra a repressão do regime. Imagens capturadas por imagens de satélite confirmam a existência de grandes extensões de terra, conhecidas como “Zonas de Controle”, onde milhares de pessoas estariam presas por motivos políticos ou ideológicos. A maioria dos que entram, nunca consegue sair.

Fontes:
O Globo-Coreia do Norte admite existência de campos de concentração para ‘reformar’ cidadãos

1 Opinião

  1. Carlos U Pozzobon disse:

    Segundo depoimentos deste relatório, as pessoas comem ratos crus para sobreviver. Acho que o próximo governo brasileiro deveria mandar um comitê para estudar as práticas de reeducação da Coreia do Norte por se tratar de um país amigo da presidente Dilma. Creio que as lições seriam muito valiosas para a reeducação de ministros e altos dirigentes do PT. E o próprio PT não se oporia a passar por estes centros tão edificantes onde as pessoas “verificam a sua ideologia e refletem sobre seus atos imorais”.

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