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RETÓRICA BELICOSA

Coreia do Norte se apresenta como nova potência nuclear

Líder norte-coreano Kim Jong-un diz que o país concretizou sua grande causa histórica de criar uma potência nuclear

Coreia do Norte se apresenta como nova potência nuclear
Não há como saber se a afirmação é verdadeira (Foto: Flickr)

Após um curto intervalo em seu programa de testes nucleares, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental (ICMB) na madrugada de 29 de novembro que, ao contrário dos outros mísseis, seria capaz de atingir qualquer ponto dos Estados Unidos. Depois de assistir ao lançamento, o líder supremo norte-coreano Kim Jong-un declarou: “Concretizamos, por fim, nossa grande causa histórica de criar uma potência nuclear”.

Em vez da retórica belicosa dos lançamentos anteriores, em sua “declaração solene”, Kim enfatizou que a Coreia do Norte era uma “potência nuclear responsável” que “não representava uma ameaça a qualquer país e região”, desde que os interesses da Coreia do Norte “fossem respeitados”.

O míssil foi disparado a uma altitude de 4.475 km em uma trajetória elíptica de 53 minutos de duração. Se tivesse feito um percurso horizontal, o míssil alcançaria 13 mil km, o suficiente para atingir qualquer lugar do mundo. A agência de notícias estatal, KCNA, noticiou que o míssil carregava uma “ogiva pesada”, em uma insinuação que poderia detonar uma bomba de hidrogênio semelhante à que explodiu em um teste subterrâneo em 3 de setembro.

Não há como saber se a afirmação é verdadeira, mas a maioria dos analistas não duvida da capacidade da Coreia do Norte de fabricar armas nucleares. Mas ainda há dúvidas se a Coreia do Norte conseguiu dominar a tecnologia para evitar a desintegração do míssil por causa do forte calor e da pressão na reentrada da atmosfera terrestre. Porém, é apenas uma questão de tempo até que os engenheiros norte-coreanos desenvolvam essa técnica, disseram os especialistas.

Em resposta à provocação da Coreia do Norte, seis minutos depois do lançamento do míssil, o Exército sul-coreano disparou mísseis e fez um exercício militar com o contratorpedeiro Aegis e um caça KF-16. Por sua vez, Donald Trump limitou-se a dizer aos jornalistas que os EUA tomariam providências. O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse que “os Estados Unidos continuam empenhados em encontrar um caminho pacífico para incentivar o desarmamento nuclear da Coreia do Norte e pôr um fim às suas ações beligerantes”.

Porém, ninguém acredita que haja uma estratégia diplomática capaz de convencer Kim Jong-un a desistir de seu arsenal nuclear. Mas a diplomacia pode desempenhar um papel vital para que o aumento da tensão não cause uma destruição em massa da humanidade.

Fontes:
The Economist - North Korea tests its most powerful missile yet

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