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Conselho de segurança da ONU

Coreia do Norte se nega a participar de reunião sobre violações de direitos humanos no país

Governo norte-coreano se recusa a participar de encontro que discutirá a questão e ameaça tomar ‘ações ousadas’ contra os EUA

Coreia do Norte se nega a participar de reunião sobre violações de direitos humanos no país
Reunião ocorrerá nesta segunda-feira, 22 (Reprodução/Internet)

A Coreia do Norte se recusou a participar de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU prevista para esta segunda-feira, 22. No encontro também será discutida a questão dos direitos humanos na Coreia do Norte. O governo norte-coreano aproveitou para fazer ameças aos Estados Unidos, que acusou o país de espionagem digital e ataques cibernéticos.

Após uma investigação, apoiada pela ONU, sobre Kim Jong-un e crimes contra a humanidade cometidos por seu regime, a pressão internacional sobre a Coreia do Norte aumentou este ano. Na última sexta-feira, 19, o presidente americano, Barack Obama, culpou o país pelo ataque cibernético à Sony. O ataque teria sido motivado pela comédia “A entrevista”, na qual repórteres são contratados para assassinar o líder norte-coreano. Com isso, os 15 membros do Conselho de Segurança foram pressionados para levar a questão dos direitos humanos na Coreia do Norte ao Tribunal Penal Internacional.

“De maneira inconsequente, o presidente Barack Obama tem espalhado rumores de um ataque cibernético orquestrado por Pyongyang contra a Sony Pictures. Nossas ações de resposta mais ousadas serão tomadas contra a Casa Branca, o Pentágono, e todo o território americano, esse ninho do terrorismo”, informou o Comitê Nacional de Defesa da Coreia do Norte, liderado pelo líder do país, Kim Jong-un.

A Coreia do Norte, por sua vez, além de se negar a participar do encontro desta segunda-feira, acusou os Estados Unidos e seus aliados de usarem a questão dos direitos humanos como uma arma para tentar derrubar a liderança do país. O país ainda classificou as dezenas de pessoas que deixaram o território e ajudaram nas investigaçaões como “escória humana”.

Caso o Conselho de Segurança resolva agir contra a Coreia do Norte, o país “pode tomar as medidas necessárias”, afirmou o diplomata Kim Song, sem entrar em maiores detalhes sobre as medidas adotadas.

No mês passado, a Coreia do Norte ameaçou realizar testes nucleares, após a Assembleia Geral da ONU levar a questão ao Conselho de Segurança. Embora o programa nuclear norte-coreano esteja nos planos de discussão do conselho há anos, o encontro desta segunda-feira abre espaço para um debate mais amplo sobre os abusos registrados nas mais recentes investigações, que incluem campos de concentração para mais de 120 mil prisioneiros políticos, e mortes por fome. O governo norte-coreano negou as afirmações das investigações, mas proibiu sua divulgação no país.

A China, um dos países do conselho com poder de veto, pode bloquear qualquer ação contra seu aliado. O lançamento de “A entrevista” foi cancelado após ameaças, e será discutido pelos membros do conselho. A Coreia do Norte negou estar por trás dos ataques, mas sugeriu que se tratava de “um ato correto” realizado por simpatizantes de Kim Jong-un.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por cinco membros permanentes, que têm direito a veto, e dez membros não-permanentes, que são eleitos pela Assembleia Geral, com mandatos de dois anos. O conselho é capaz de tomar decisões em questões de paz e segurança internacional.

 

Fontes:
O Globo-Coreia do Norte ameaça ‘ações ousadas’ contra os EUA

1 Opinião

  1. Samuel Reis disse:

    Porventura não são os Estados Unidos que há tempos vem promovendo a “espionagem digital” e rotineiramente violam o direitos “dos humanos” em toda parte que intervêm militarmente, mesmo sem o aval da ONU ? Insensato é acreditar que no mundo globalizado, sob a prática neoliberal capitaneada pelos norte americanos, existe de fato respeito aos direitos humanos, tampouco existe democracia. Vivenciamos, sim, uma “dividocracia”, pois os cidadãos comuns não exercem qualquer influência sobre as decisões políticas, seja no âmbito doméstico ou internacional. Mais uma vez os usurpadores da humanidade e toda sua trupe política, incluindo aí os fantoches da ONU, vêm à público “denunciar” o regime norte coreano, tendo como interlocutor um afro americano que nem de longe reconhece a sua origem africana, exceto nos discursos. Não é por acaso que a todo momento ocorrem inúmeras manifestações populares mundo afora, mas que raras vezes são veiculadas na mídia mundial, que por sinal é controlada pela burguesia, a mesma que influi e até mesmo dita as regras na Casa Branca, na ONU, em Bruxelas, etc. Portanto esses lacaios, oportunistas, escórias da humanidade, não tem moral alguma para mencionar a questão dos direitos humanos na Coreia do Norte ou sobre os líderes daquele país.

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