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Ditadura

Coreia do Norte sofre com os horrores do regime de Kim Jong-un

Ele herdou o culto à personalidade de seu avô e de seu pai, e está expurgando altos escalões desde que chegou ao poder em 2011

Coreia do Norte sofre com os horrores do regime de Kim Jong-un
Com a Coreia do Norte na posse de armas nucleares e de uma maquinaria eficiente de opressão, um colapso do regime pode não acontecer em breve (Foto: Wikimedia)

As notícias sobre a Coreia do Norte são geralmente desagradáveis e estranhas, especialmente nos três anos desde que Kim Jong-un herdou o culto à personalidade insidiosa de seu avô e de seu pai. Esse é o tema do editorial do New York Times. Segundo o veículo, dizem que Kim fez seu tio, outrora poderoso, ser o alimento de uma matilha de cães por desrespeitá-lo. Sua última ação, como relatado inicialmente pelo Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul, foi mandar executar o ministro da Defesa, Hyon Yong-chol, com um tiro de bateria antiaérea, supostamente, por cochilar em um evento em que Kim estava presente.

O tio, Jang Song-taek, foi de fato executado, mas a história do cão acabou por ser criação de um blog chinês satírico. A Coreia do Sul está dizendo agora que o general Hyon Yong-chol foi expurgado, mas não comprovadamente morto. O fato das versões mais escabrosas nem sempre se sustentarem, não muda o fato de que ele está expurgando altos escalões desde que chegou ao poder em 2011 – pelo menos 70 altos funcionários foram mortos, de acordo com a Coreia do Sul. A dinastia Kim, como um painel das Nações Unidas informou no ano passado, cometeu crimes sistemáticos contra a humanidade, incluindo execuções, tortura, estupro, fome deliberada e supressão quase total do livre pensamento.

Uma explicação para Kim estar fazendo isso é que ele está instável e se sentindo ameaçado, e por isso precisa alimentar o terror que seu poder representa. A explicação mais simples é que este é simplesmente o modo como a dinastia Kim faz as coisas. No enatnto, não há maneira de saber os motives  com certeza.

Quando o “grande líder” Kim Il-sung, o fundador da dinastia, morreu em 1994, havia expectativas de que o regime entraria em colapso. Mas ele foi promovido postumamente a “presidente eterno”, enquanto seu filho, o “líder querido”, Kim Jong-il continuou, encarcerando mais de 200 mil prisioneiros políticos.

Quanto tempo isto pode durar? A história das ditaduras modernas oferece pouca orientação. Joseph Stalin, o modelo de Kim Il-sung, morreu de causas naturais, e o estado político que ele criou durou quase 40 anos. Mas quando o Estado soviético entrou em colapso, juntamente com os regimes comunistas no leste da Europa, a morte foi inesperada e rápida.

Com a Coreia do Norte na posse de armas nucleares e de uma maquinaria eficiente de opressão, um colapso do regime pode não acontecer em breve. Mas, segundo o New York Times, os Kims certamente vão cair em algum momento, de forma rápida e brutal, e quando isso acontecer, a Coreia do Sul e os seus aliados devem estar prontos para resgatar uma nação que sofreu terrivelmente. Nesse meio tempo, os Estados Unidos e seus aliados devem permanecer vigilantes, além de continuar a procurar formas de impedir Kim.

Nesta segunda-feira, 19, o secretário de Estado John Kerry, durante sua visita a Coreia do Sul, criticou o líder norte-coreano sobre as atrocidades relatadas e apelou a uma maior pressão internacional. Infelizmente, não há muitas sanções que teriam um efeito em um regime já isolado e imune ao sofrimento de seus cidadãos. Além disso, Kim não tem mostrado nenhum interesse em retomar as conversações com seis países, suspensas em 2008, em pôr fim ao programa de armas nucleares da Coreia do Norte. Na verdade, dizem que Pyongyang está trabalhando em um míssil intercontinental capaz de transportar uma ogiva nuclear. Apesar destes obstáculos, encontrar mais maneiras de pressionar Kim, talvez envolvendo China, é uma obrigação segundo o veículo.

Fontes:
The New York Times-North Korea’s Horrors

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