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Ecologia marinha

Coreia do Sul cria robô exterminador de águas-vivas

Máquina consegue picar 900 kg de águas-vivas por hora

Coreia do Sul cria robô exterminador de águas-vivas
Aumento das populações de águas-vivas atrapalham o funcionamento de usinas de dessalinização, os pescadores e queimam banhistas (Reprodução/FLPA)

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Há algumas semanas uma usina nuclear em Oskarshamn, Suécia, teve que ser desativada porque um grupo de águas-vivas havia entupido a tubulação usada pela usina para extrair água de refrigeração do mar Báltico. Tais incidentes estão se tornando mais comuns, uma vez que a população mundial de águas-vivas está aumentando. Alguns culpam a mudança climática  e outros culpam a pesca excessiva, a qual tanto elimina espécies que comem águas-vivas e reduz a competição por alimentos. E alguns acham que o culpado é o despejo de fertilizantes no mar, já que águas-vivas são mais adaptadas a ambientes ricos em nutrientes e pobres em oxigênio.

Seja lá qual for a razão, e todas podem contribuir, o aumento das populações de águas-vivas resultante não afetam apenas as usinas elétricas, mas também atrapalham o funcionamento de usinas de dessalinização, atrapalham os pescadores e – às vezes com consequências fatais – queimam banhistas. É possível usar barcos para pescar e remover águas-vivas, mas isso toma tempo e dinheiro. Myung Hy do Instituto Coreano de Ciência e Tecnologia Avançadas, em Daejeon, crê ter uma resposta melhor: uma frota de robôs matadores que transformam as águas-vivas em uma pasta.

O dr. Myung e seus colegas vêm testando os seus robôs caçadores de águas-vivas em uma série de testes na costa da Coreia do Sul. As máquinas, conhecidas coletivamente como JEROS (sigla em inglês para Enxame Robótico de Eliminadores de Águas-vivas), flutuam sobre um par de flutuadores impulsionados por propulsores. Eles foram concebidos para seguirem um robô líder e trabalhar em conjunto.

O enxame localiza as suas presas por meio do uso de câmeras e programas de reconhecimento de imagens. Uma vez que o seu algoritmo confirme que o ponto em seu campo visual de fato é uma água-viva, os robôs se movimentam para matá-la. Isso envolve avançar até o alvo e cercá-lo em uma rede fixada em uma armação submersa. A rede tem forma de funil e portanto força a água-viva para baixo em direção à extremidade estreita, onde rapidamente entra em contato com lâminas em rotação. Durante os testes os pesquisadores verificaram que uma frota JEROS conseguia picar 900 kg de águas-vivas por hora.

Fontes:
The Economist-Robochop

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1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Sem desmerecer a engenhosidade da solução coreana, não posso deixar de comentar que se trata de uma “gambiarra” para contornar um problema de desequilíbrio ecológico causado por um ou mais fatores ‘humanos’ em desarmonia com a Natureza (como citado no artigo).

    Um em especial merece destaque (a meu ver): o eventual despejo de fertilizantes químicos no mar, que são carregados pelo fluxo fluvial (rios). O adubo nitrogenado, do qual que a agricultura convencional não abre mão (porque “sem adubos não é possível produzir !”…) gera também um desequilíbrio ecológico com potencial de danos econômicos que excedem muitíssimo os ganhos com a produtividade agrícola…

    Isso dá o que pensar!

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