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HISTÓRIA

Crânio de quase 2 mil anos auxilia estudos sobre a tragédia de Pompeia

Arqueólogos encontraram a cabeça de um homem morto na erupção do Vesúvio próxima ao seu corpo soterrado por uma pedra

Crânio de quase 2 mil anos auxilia estudos sobre a tragédia de Pompeia
O homem morrera de asfixia provocada pelo fluxo piroclástico (Foto: Parco Archeologico di Pompei)

Em maio, os arqueólogos do Parque Arqueológico de Pompeia descobriram o esqueleto de um homem que morrera esmagado por uma pedra quando fugia da erupção do Vesúvio, em 79 D.C. Só a parte inferior do tronco e as pernas haviam sido soterradas pelo bloco de pedra de cerca de 300 quilos.

Na ocasião, a equipe do sítio arqueológico disse que o homem tinha sido decapitado por um batente de pedra de uma porta. A circunstância tão peculiar de sua morte transformou-o em um meme na internet, uma celebridade quase 2 mil anos após a destruição de Pompeia.

Mas escavações posteriores desenterraram a cabeça quase intacta do homem com a boca aberta e vários dentes, o que desfez a hipótese de decapitação. A cabeça, o tronco superior e os braços foram encontrados a um metro de distância do resto do corpo. Os arqueólogos identificaram traços físicos semelhantes entre os esqueletos e anunciaram sua descoberta em 28 de junho.

De acordo com Massimo Osanna, diretor do sítio arqueológico de Pompeia, o homem morrera de asfixia provocada pelo fluxo piroclástico, uma mistura de gás quente, matéria vulcânica e cinzas.

A equipe de arqueólogos já havia descoberto que o homem, com cerca de 30 anos, tinha um problema de mobilidade na perna. É possível que essa deficiência física o tenha impedido de correr e, por isso, ficou mais exposto à ação dos gases tóxicos e das cinzas da erupção vulcânica.

Os arqueólogos calculam que a parte de cima do esqueleto do homem se separou do tronco inferior e das pernas entre 1748 e 1815, quando Nápoles era governada pelos Bourbon. Na época, os arqueólogos cavaram túneis sob as cinzas de Pompeia. Osanna e seus colegas acham que o impacto das escavadeiras causou a ruptura dos ossos frágeis do esqueleto.

Apesar de algumas fraturas no crânio e na mandíbula, Osanna e sua equipe vão analisar seu DNA a fim de estudar as características físicas do povo dessa região da Itália na época da erupção e de sua evolução ao longo do tempo.

 

Leia também: Itália lança amplo projeto de restauração de patrimônios culturais

Fontes:
New York Times-He Died at Pompeii, but His Head Wasn’t Crushed by a Block

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