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Transexualidade

Criança transexual é proibida de usar banheiro feminino nos EUA

Nascida biologicamente menino, criança de seis anos se identifica como menina e abre debate sobre os direitos dos transexuais

Criança transexual é proibida de usar banheiro feminino nos EUA
Coy Mathis está no centro de uma disputa que irá pôr à prova a lei antidiscriminação do Colorado (Reprodução/NYT)

Coy Mathis nasceu menino, no Colorado, EUA. Porém, alguns anos depois, a biologia sucumbiu a uma força mais potente. A criança, de apenas seis anos, gosta de usar vestido rosa, cabelo comprido e chora toda vez que alguém se refere a ela como menino.

Após consultar médicos, os pais de Coy decidiram que a criança deveria ser tratada como menina e informaram a decisão à escola, onde Coy é chamado por pronomes femininos e é livre para usar roupas de menina.

“Ficou bastante claro que não era apenas uma inclinação para a cor rosa ou coisas femininas. Ela estava lutando para nos mostrar que é uma menina”, diz Kathryn Mathis, lembrando os ataques de ansiedade de Coy quando era tratada como um menino.

Coy assiste televisão com seu pai e seus dois irmãos gêmeos. Crianças estão estudando em casa (Reprodução/NYT)

Às vésperas de entrar para a primeira série, Coy teve de ser retirada da escola. Seus pais ficaram furiosos ao serem informados pela direção que a criança não poderia mais usar o banheiro feminino, apenas o banheiro neutro. Segundo a escola, à medida que Coy cresce, seu corpo começa a mostrar sinais de mudança, o que faz com que alguns pais não concordem com a sua presença no banheiro feminino.

Agora Coy está no centro de uma disputa judicial que irá pôr à prova a lei antidiscriminação do Colorado, que em 2008 expandiu a proteção aos transexuais. O departamento de direitos civis do estado está investigando se a escola violou as leis estaduais ao proibir Coy de usar o banheiro feminino.

“Não faz nenhum sentido. Em pleno ensino fundamental, a escola trata a criança de forma diferenciada, obrigando-a a utilizar um banheiro especial?”, questiona Jeremy Mathis, fuzileiro naval e pai de Coy, ressaltando que a criança fez diversos amigos, se tornou mais feliz e apresentou um desenvolvimento incrível após ser tratada como menina.

Enquanto a disputa se desenrola, Coy e seus dois irmãos gêmeos (um menino e uma menina) estão estudando em casa. A criança diz que gostaria de ir à escola, mas sabe o motivo de não estar mais lá. “Eles estão sendo malvados comigo. Dizem que eu sou menino, mas eu sou uma menina”, diz Coy.

Fontes:
The New York Times-Dispute on Transgender Rights Unfolds at a Colorado School

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7 Opiniões

  1. olbe disse:

    A mediocridade e a ignorância já deviam ter sido abolido mas as pessoas tem medo. Medo do que? Criam um trauma numa criança que não escolheu ter outro sexo,nasceu assim…Como é difícil que as pessoas entendam isto…

  2. rudylang disse:

    Com seis anos de idade, a criança com um pênis insiste em usar o banheiro de quem tem vagina?
    Estranho. Muito estranho.
    E nem aceita usar o banheiro neutro? Muito estranho mesmo.
    O que será que os pais dessa criança fizeram com sua cabecinha?
    Parece um caso a ser estudado pelo eca!!! americano.

  3. Marluizo Pires Cruz disse:

    Que primeiro mundo é esse que não tem um banheiro bissexual.

  4. Roberto Ebelt disse:

    Quem é que já rotulou essa criança de bissexual?
    E que história é essa de banheiro bissexual?
    Se a dúvida é a respeito da existência de um banheiro neutro nesta escola, o artigo é claro sobre isto. A criança insiste em usar o único banheiro que não é adequado. A escola tem um banheiro neutro, sim.

  5. Cristiane Kwiatkovsky disse:

    Eu mal me lembro de quando tinha 5 anos, imagina dar credibilidade a uma criança incapaz de discernir entre a realidade e fantasia. Meu filho de 5 anos queria ser um passarinho, fantasiamos que ele é um passarinho, mas entre brincar e estimular a criatividade da criança e entender que a decisão dele é absoluta é muito diferente.
    Por mais que fatores genéticos nos influenciem o meio ainda tem um papel preponderante na formação da personalidade de qualquer individuo, e uma interpretação equivocada das tendencias de uma criança a ponto de condicionar uma criança a adotar determinado comportamento pode ser um grave erro.
    O ir ao banheiro masculino ou feminino, o uso de cabelos longos e vestidos são expressões culturais antes de uma uma expressão biológica do gênero feminino.
    Na Africa ou entre os Silviculas brasileiros, crianças até 6 anos andam nuas se comportando de forma quase idêntica, a diferenciação comportamental entre gêneros se faz significativa apartir do inicio da puberdade.
    O que acontece acredito é que na busca do politicamente correto se dogmatizou que qualquer discordância ao princípios e ideais do movimento dos direitos dos GLS se caracteriza uma atitude fascista, machista etc, distorção que produz um preconceito reverso a qualquer questionamento a eles.
    Sim o preconceito é horrível, milhões de pessoas sofrem ou sofreram coação moral por não se adequarem aos padrões sexuais de uma maioria violenta ao diferente. Devemos buscar meios de defende-los e protege-los desta violência.
    Mas defender que o homossexualismo já existe antes da formação da personalidade de uma criança, é afirmar que tal predisposição é genética e não uma opção oriunda de seu livre arbítrio. É querer impor uma visão baseada em uma hipótese, em um estudo, mas não em um fato categoricamente comprovado.
    Não podemos querer revolucionar a educação de nossos filhos (entre 0 e 5 anos) baseados em premissas ainda controvertidas, agir desta forma é transformar a defesa dos GLS em uma religião dogmática e arrogante e não fundamentada na ciência.
    Talvez se comprove que é genético, mas não sera o uso de roupas e cabelos femininos que garantirão o respeito a esta natureza, que deverá ser protegida e trabalhada no interior do indivíduo, estereotipar e rotular crianças para expressar a defesa de certos e importantes direitos só acerta no fim, mas erra pelos meios.
    Não é o comportamento masculino ou feminino que determina a opção, (de fora para dentro) mas sim a opção que de dentro para fora irá fazer com que o individuo se identifique com comportamentos culturais existentes no seu meio.
    Querer defender que o comportamento exterior é preponderante confirmam as hipóteses e teses contrarias a visão genética que entendem que o homossexualismo é produto do meio, o que neste caso faria a defesa de bissexualidade na idade de 0 a 5 anos um equivoco que pode causar muito mais danos na criança que benefícios.

  6. SIDNEY disse:

    Não existem crianças transexuais. O que existe é uma falha na educação dada a criança somada ao fato do contato precoce com informações sobre sexo através da tv, internet, pais, amigos, etc.
    Ninguém nasce homossexual, transexual ou travesti, todo mundo nasce ou macho ou fêmea, o comportamento sexual é direcionado durante a vida, e nesse caso pode ser redirecionado.
    O sexo cromossômico da criança atesta se é menino (cromossomo XY) ou menina (cromossomo XX). Um caso a parte são os hermafroditas (hermafroditismo verdadeiro, falso hermafroditismo masculino e falso hermafroditismo feminino) na reportagem nada foi dito sobre hermafroditismo o que nos leva a crer que a criança nasceu com as gônadas perfeitas, portanto, ela não hermafrodita. Se ela não é hermafrodita, não pode haver diagnóstico de defeito algum no seu corpo que lavasse ela a necessidade de uma cirurgia reparadora. O defeito nesse caso é psicológico e educacional e pode ser corrigido tratando e redirecionando a criança.

  7. júnior freitas disse:

    Sidny, existem sim crianças transexuais,você diz que foi uma falha dos pais na educação dada ,ma se ela fosse adotada por um casal de gays você logo diria que foi a influência do “comportamento “dos pais que afetou sua mente.Gênero existem apenas dois: macho e fêmea.Casos como homossexualidade e bissexualidade são casos que não tem nada haver com a identidade de gênero.Você sabia que o espermatozóide é também portador do cromossomo XX para determinar o sexo feminino?Homossexualidade ,bissexualidade ,transexualidade não se aprende e nunca é fruto da falta de educação e/ ou abuso sexual praticado por pessoas de mesmo sexo.

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