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CRIANÇAS ABANDONADAS

Crianças chinesas abandonadas vivem em péssimas condições

A ruptura dos laços familiares na região rural da China causou um grave problema social

Crianças chinesas abandonadas vivem em péssimas condições
O governo chinês reconheceu os problemas causados pela fragmentação de tantas famílias (Foto: Flickr)

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Cerca de 270 milhões de chineses partiram da região rural da China em busca de trabalho nas áreas urbanas, e muitos deixaram os filhos aos cuidados das mães, avós, parentes ou outras pessoas. Em 2010 havia 61 milhões de crianças cujos pais haviam migrado para as cidades em situação de desamparo e vulnerabilidade, segundo a Federação de Mulheres da China. Em um documento divulgado em 14 de fevereiro, o governo, por fim, reconheceu os problemas causados pela fragmentação de tantas famílias. O documento admitiu que houve uma “forte reação” do público diante das condições terríveis de vida das crianças e que era preciso solucionar o problema com urgência.

Nos últimos anos, diversas histórias revelaram os horrores que algumas dessas crianças sofreram. No ano passado, quatro irmãos de 5 a 13 anos abandonados pelos pais na província de Guizhou, no sudoeste do país, morreram após ingerirem um pesticida. Há suspeitas que as crianças se suicidaram. Inúmeros casos de abusos sexuais sofridos pelas crianças abandonadas pelos pais também vieram a público.

De acordo com as novas medidas, as crianças menores de idade não podem viver sozinhas; as instituições locais como escolas e hospitais não deveriam se limitar a notificar as autoridades de casos de maus-tratos ou negligência; por sua vez, as assistentes sociais precisariam monitorar o bem-estar de crianças, que ficaram aos cuidados de parentes ou estranhos.

Infelizmente, essas medidas do governo terão pouco efeito. Em grande parte são meras réplicas de leis recentes e políticas destinadas a proteger crianças, não só as crianças da região rural cujos pais migraram para os centros urbanos, que em geral não foram cumpridas. Já é ilegal permitir que crianças menores de idade vivam sozinhas, mas não há indícios que as novas recomendações serão transformadas em leis ou implementadas com mais rigor.

Fontes:
The Economist-A slow awakening

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