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Crianças são forçadas a participar de combates armados na América do Sul

Dados divulgados, nesta segunda-feira, 8, pelo jornal Estado de S. Paulo, revela o uso de crianças e adolescentes em conflitos armados, na América do Sul.

Crianças são forçadas a participar de combates armados na América do Sul
Vizinhos brasileiros forçam crianças e adolescentes a participar de conflitos armados (Reprodução/Estado de S. Paulo)

Um drama bem conhecido em guerras e guerrilhas, na África e no Oriente Médio, também é crescente na América do Sul. Nos últimos meses, países como Colômbia, Paraguai e Peru registram casos de adolescentes em fuga do recrutamento forçado para guerrilha, de sequestros e resgates de crianças de acampamentos guerrilheiros, e até de fuga de menores infiltrados por Forças Armadas regulares.

Essas crianças e esses adolescentes são retirados de suas famílias e submetidos ao treinamento militar com armas pesadas e doutrinamento ideológico por radicais à esquerda e à direita. Quando eles conseguem fugir, são forçados a viver escondidos por programas de inserção social ou em abrigos de fundações internacionais que oferecem ajuda em zonas de conflito.

Na Colômbia, há casos nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e em outros grupos de guerra, como no Exército de Libertação Nacional (ELN) e em milícias contra-revolucionárias, os temidos esquadrões paramilitares, como as Bandas Criminales (Bacrim). No Paraguai, adolescentes são presos ou abatidos nos tiroteios com o Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização que se autodenomima revolucionária marxista. Já no Peru, as redes sociais estão cheias de vídeos de meninos e meninas por volta de 10 anos, defendendo a “revolução comunista”, o projeto de conquista do poder do Sendero Luminoso, braço radical do Partido Comunista Peruano (PCP-SL).

Nestes países, o discurso das esquerdas radicais que sustenta a busca por menores é o mesmo. Para eles, quem escraviza essas crianças e esses adolescentes, na América Latina, são os governos “capitalistas” da região, que impedem famílias de terem oportunidades melhores de vida, devido à pobreza ou a falta de acesso a serviços públicos de qualidade. Segundo a Convenção Sobre o Direito da Criança, reconhecida pela ONU, o uso de menores em conflito armado é crime de lesa-humanidade. As organizações guerrilheiras ou paramilitares – e também os exércitos nacionais – costumam negar o uso de crianças nas guerras. Entretanto, o recrutamento de garotos a partir de 15 anos é admitido por eles, como se nesta idade eles já estivessem prontos para entrar em conflitos armados.

 

Fontes:
Estado de S. Paulo-Meninos-Soldados

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    E os menores brasileiros envolvidos em homicídios e disputas no tráfego de droga nacional? São em larga escala!

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