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FLUXO DE MIGRANTES

Crise migratória é um grande desafio para a estabilidade da UE

O fluxo de migrantes e de requerentes de asilo na Europa e sua distribuição pelos países membros da UE estão causando problemas sérios

Crise migratória é um grande desafio para a estabilidade da UE
Milhares de refugiados vivem em condições terríveis em acampamentos na Grécia e nos Bálcãs ocidentais (Fonte: Reprodução/Reuters)

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A grave crise migratória na Europa para muitos foi um acontecimento inesperado. No entanto, entre os países da União Europeia (UE), o aumento da circulação de pessoas não deveria ter causado surpresa. A adesão de 11 países da Europa Central e do Leste Europeu à UE, entre 2004 e 2011, incentivou os cidadãos dos novos países membros a procurarem melhores oportunidades de salários e de padrão de vida na Europa Ocidental.

A situação agravou-se com o súbito fluxo de migrantes de países não membros. No início, a Grécia foi a mais prejudicada com a entrada de migrantes no país em meio à crise do euro. As Ilhas Canárias, na Espanha, receberam um grande número de migrantes vindos da África, o que levou o governo espanhol a fazer negociações com países africanos para reduzir o fluxo. Hoje, a Itália é uma das principais vias de entrada na Europa de migrantes vindos do Norte da África e do Oriente Médio.

Em agosto de 2015, a chanceler Angela Merkel abriu as fronteiras da Alemanha para acolher os refugiados sírios. Mas quando as autoridades alemãs perceberam que esse gesto de solidariedade dera oportunidade a outros países da UE de direcionar a entrada de refugiados para a Alemanha e a Suécia, os índices de popularidade da chanceler Merkel caíram e sua atitude foi criticada pelo partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha e pelo partido do qual é líder, a União Democrata-Cristã. As críticas aumentaram depois de um ataque contra mulheres alemãs por migrantes do Norte da África em Colônia na véspera do Ano-Novo de 2015.

O fluxo de migrantes e de requerentes de asilo na Europa e sua distribuição pelos países membros da UE estão causando problemas sérios. A Alemanha e a Suécia ressentem-se pelo fato de terem recebido um número maior de migrantes e de pedidos de asilo. As autoridades alemãs criticam seus parceiros europeus por se recusarem a retribuir o apoio dado durante a crise do euro, em especial, alguns países da Europa Central, como Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Hungria, que acolheram uma parcela mínima de refugiados.

Além disso, a crise migratória desestabilizou os termos do tratado de Schengen, um acordo firmado por países europeus de abertura de fronteiras e de livre circulação de pessoas entre os países signatários. A Áustria impôs medidas mais rígidas de controle em suas fronteiras. A Hungria construiu duas cercas para impedir a entrada de refugiados. Em consequência, milhares de refugiados vivem em condições terríveis em acampamentos na Grécia e nos Bálcãs ocidentais.

Fontes:
The Economist - Most EU countries are happy to welcome other Europeans

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