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Crise na Crimeia dá nova vida à Otan

Para lidar com a ameaça russa, Obama reaviva pacto da aliança atlântica que determina que um ataque contra um país membro é um ataque contra todos

Crise na Crimeia dá nova vida à Otan
Em seu discurso em Bruxelas nesta quarta-feira, Obama prometeu defender os países membros da Otan de qualquer investida russa (Reprodução/Reuters)

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Até pouco tempo atrás a Otan lutava para manter sua relevância em um mundo onde a maioria dos europeus nunca se sentiu mais seguro. Agora, graças a Vladimir Putin, a Otan já não tem dificuldade para justificar a sua existência.

A anexação da Crimeia pela Rússia foi trágica para a Ucrânia e profundamente perturbadora para os países da Europa Central e do Leste, onde há um número considerável de falantes do russo, os quais Putin abraçou subitamente, declarando seu direito de intervir para resgatá-los das garras de outros países sempre que quiser. Assim, a crise na Crimeia deu nova vida à parceria atlântica.

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Nesta quarta-feira, 26, após uma reunião de emergência do G7, na qual os países chegaram a um acordo sobre novas sanções contra a Rússia, o presidente dos EUA, Barack Obama, chegou em Bruxelas, onde a Otan tem a sua sede, com a missão de reavivar um importante pacto dos membros da aliança: aquele que determina que um ataque contra um membro do grupo deve ser considerado um ataque contra todos.

Não se fala em um retorno aos dias da Guerra Fria, quando a Otan era o baluarte da Europa contra um inimigo forte o suficiente para pôr em prática ideologias expansionistas de um determinado país, mas Putin conseguiu sacudir os membros da Otan de suas ilusões sobre a segurança territorial do continente. Graças a ele, a próxima cúpula da Otan em Cardiff, em setembro, terá um novo propósito e uma nova urgência.

Agora, o principal desafio para a Otan é conseguir que seus 28 membros cheguem a um acordo sobre a natureza da ameaça representada pela Rússia para a segurança da Europa e decidir como responder.

 

Fontes:
The Economist - First Principles

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