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ARGENTINA

Cristina Kirchner atrapalha transição para governo Macri

Nos últimos dias de seu governo, Cristina Kirchner vêm tomando medidas que dificultam a tomada do poder pelo presidente eleito Maurício Macri

Cristina Kirchner atrapalha transição para governo Macri
'Não é de maneira alguma uma transição suave', afirmou o ex-ministro do Exterior, Dante Caputo (Foto: Flickr)

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Após oito anos na presidência da Argentina, Cristina Kirchner deixará seu cargo no palácio presidencial nesta terça-feira, 8. Mas ao contrário de preparar o terreno para Mauricio Macri, o presidente eleito, ela está obstruindo a transição em uma demonstração final de força, afirmam observadores.

Nos últimos dias do seu cargo, ela nomeou embaixadores e assinou decretos que irão drenar os cofres federais. Seus nomeados políticos se recusam a se afastar do governo. Ela até mesmo tem antagonizado com seu sucessor, fazendo observações pungentes em aparições públicas.

“Não é de maneira alguma uma transição suave”, afirmou o ex-ministro do Exterior, Dante Caputo. “E não é uma transição que protege o bem estar da nação. Pelo contrário, Kirchner parece irritada em ter de entregar o poder, e ela está expressando isso tomando decisões que põem em risco a delicada situação econômica da Argentina”.

Macri, herdeiro de uma família rica fora do ambiente político, inverteu o cenário eleitoral argentino no último mês após derrotar o candidato do partido governista, que está no poder há 12 anos e que esperava ganhar mais um mandato de quatro anos. Cristina Kirchner foi impedida de concorrer à reeleição neste ano, mas poderá concorrer novamente em 2019.

A resistência de Cristina é amplamente vista como uma manobra para construir a imagem de líder oposicionista inflexível, especialmente na medida em que ela se prepara para uma disputa de poder com o novo governo.

Os partidários de Cristina vêm considerando Maurício Macri, o prefeito de Buenos Aires de centro-direita, muito próximo de interesses corporativistas. Enquanto ele se prepara para reverter as políticas econômicas intervencionistas, com mudanças orientadas pelo mercado, que favorecem grandes empresários, Cristina se recusa a desaparecer do cenário político.

“Um país não é a mesma coisa que um negócio”, afirmou Cristina em um pronunciamento recente em um hospital de Buenos Aires, em que lembrou a pequena margem de vitória de Macri nas eleições – menos de 700 mil votos em um país de 43 milhões de eleitores. “Ninguém deveria ter dúvidas disso”.

Fontes:
New York Times-Her Time Is Up, but Argentina’s President Is Not Going Quietly

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1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Sim, “Um país não é a mesma coisa que um negócio” ; um país está mais para um ‘condomínio’, onde o presidente tem responsabilidades semelhantes ao de um síndico, que deve zelar pelo bem-estar e interesses comuns de TODOS OS CONDÔMINOS!, e não fazer da administração do “condomínio” seu feudo particular, nem tomar decisões ‘administrativas’ muito mais orientadas ao enriquecimento pessoal da ‘síndica’ e seus apaniguados do que às necessidades e desejos dos demais ‘moradores’, obrigados a pagar as ‘cotas extras’…!
    E se, na última assembleia do condomínio, os moradores finalmente resolvem trocar de síndico, o anterior não deveria criar problemas para quem vai sucedê-lo(a)!
    Ah!, um país também não é a mesma coisa que uma “lojinha de 1,99”! Exceto por um detalhe: nas mãos de quem é INCOMPETENTE e/ou tem má-fé na gerência, tanto uma loja de 1,99, uma empresa de petróleo(!), ou um país inteiro podem ir à falência!! E o melhor a fazer, nesses casos, é tratar de “tirar o(a) gestor(a) inapto(a)” do cargo o mais rápido possível!, mesmo que não seja por meio “da assembleia do condomínio”!!

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