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BOICOTE PRESIDENCIAL

Cristina Kirchner se recusa a passar o bastão

Atual presidente argentina transforma cerimônia de posse em evento tragicômico ao se recusar a entregar a faixa presidencial e o bastão de mando a seu sucessor

Cristina Kirchner se recusa a passar o bastão
Apegada ao bastão de mando, Cristina Kirchner dificulta a transição (Foto: Wikipédia)

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A cerimônia de posse do novo presidente da Argentina, Mauricio Macri, nesta quinta-feira, 10, foi boicotada pela presidente Cristina Kirchner, que se recusou a comparecer para vestir a faixa presidencial em seu sucessor e entregá-lo o bastão de mando, como dita a tradição do país. Um grupo de legisladores fieis a Cristina também não compareceu à posse.

O boicote se deveu à decisão do presidente eleito de pedir a um tribunal federal para encerrar o mandato de Cristina na quinta-feira à meia-noite em vez de sexta-feira. Segundo o chefe de gabinete de Cristina, Aníbal Fernandez, o pedido impossibilitou a ida de Cristina para supervisionar a cerimônia.

Macri fez o pedido depois que Cristina encheu as páginas dos diários oficiais com contratações de última hora, decretos de gastos orçamentais supérfluos e nomeações de embaixadores. O conflito se transformou em bate-boca no último domingo, quando Cristina acusou Macri de levantar a voz para ela em uma discussão sobre o local da cerimônia de posse. Até três dias antes da posse as delegações estrangeiras e os próprios argentinos não sabiam como e onde seria a a cerimônia.

“Esta medida destina-se a evitar que a presidente tome decisões que possam prejudicar o novo governo na cerimônia de posse, em 10 de dezembro”, disse o documento submetido por Macri ao tribunal.

A juíza federal Maria Servini de Cubría acolheu o pedido, encerrando o mandato de Cristina na quinta-feira à meia-noite. Caso contrário, argumentou a juíza, o mandato ultrapassaria os quatro anos concedidos pela Constituição.

Como Macri não podia assumir até que fosse oficialmente empossado, o líder do Senado, Federico Piñedo, serviu como presidente interino por cerca de 12 horas, sendo responsável pela colocação da faixa e a entrega do bastão de mando para Macri.

Na véspera, milhares de simpatizantes de Cristina se reuniram em frente ao palácio presidencial para ouvir seu derradeiro discurso. Ela disse que estava surpresa e chateada com a decisão judicial e que nunca pensou que veria o dia em que a Argentina precisasse de um presidente interino. Cristina disse que teria gostado de participar da cerimônia de posse.

“À meia-noite, vou virar uma abóbora”, brincou.

Fontes:
Bloomberg - Argentina Presidential Feud Turns Handover Ceremony Into a Farce

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6 Opiniões

  1. josesilva disse:

    República de bananas (importadas do Brasil)

  2. Rogerio Faria disse:

    Esses politiqueiros portenhos deveriam ler mais Pepe Mujica, Abrahão Lincoln, Nelson Mandela, Spinoza, Mahatma Gandhi entre outros. Para um verdadeiro estadista o governo deve ser de todos e para todos.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Fez bem a Cristina em não entregar o bastão de comando, que é uma tradição herdada dos generais que governaram a Argentina, além de ser um símbolo fálico. Macri se o quiser, que o pegue.
    O sabre também é um simbolo masculino de poder:a rainha da Inglaterra quando vai sagrar um cavalheiro pede um sabre emprestado, ela mesma não usa, não combina com o vestido.

  4. Carlos disse:

    A mulher está doida, assim como a dilma que não compareceu á posse de Macri. Foi a Buenos Aires talvez para fazer compras juntamente coma filha, mas não foi á posse. Só nos envergonha!

  5. André Luiz D. Queiroz disse:

    Considero muito deselegante que um(a) presidente da república boicote a cerimônia de passagem do cargo ao sucessor opositor político. É um gesto mesquinho. Se não há um transição democrática do poder (como quando da posse de Lula, que recebeu a faixa presidencial de FHC galhardamente!), é porque trata-se de um país de instituições republicanas fracas está sujeito a isso: ‘voluntarismos’ dos ocupantes do poder!

  6. Markut disse:

    Sem surpresa ,em se tratando desse tipo de político, acostumado com o nefasto populismo que grassa por estas paragens latino americanas.

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