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Cúpula das Américas irá reunir Obama, Castro e Maduro no Panamá

Evento que reúne 36 chefes de Estado na capital do Panamá esta semana será uma oportunidade para um balanço conjunto do degelo entre EUA e Cuba

Cúpula das Américas irá reunir Obama, Castro e Maduro no Panamá
Líderes americano, cubano e venezuelano estarão sob o mesmo teto nesta quinta-feira (Reprodução/Internet)

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, de Cuba, Raúl Castro, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além de outros 33 chefes de Estado do hemisfério, estarão reunidos na Cidade do Panamá esta semana, entre os dias 10 e 11 de abril, para a Sétima Cúpula das Américas. O encontro será uma oportunidade para um balanço conjunto dos desafios e das oportunidades do degelo nas relações entre Cuba e EUA. Por outro lado, o fórum também pode acabar servindo como um palco para o combalido presidente venezuelano, Nicolás Maduro, vociferar injúrias contra os EUA por ter aplicado novas sanções contra seu país, uma medida amplamente criticada pelos principais países da região.

O Departamento de Estado americano disse que os EUA não pretendem discutir a Venezuela diretamente na Cúpula, mas que irão abordar os problemas de forma indireta, reafirmando os  princípios das cartas democráticas assinadas pelos países-membros da OEA, por exemplo, ou o compromisso de eleições justas e livres.  Não se sabe, no entanto, como Maduro se comportará no evento.

Fim do embargo a Cuba

Quanto à Cuba e EUA, os países ainda não restabeleceram relações diplomáticas plenas, mas as medidas iniciais são promissoras. Funcionários do governo Obama e executivos americanos se reuniram com autoridades cubanas nas últimas semanas para explorar como as empresas americanas podem ajudar a melhorar a infraestrutura de telecomunicações do país e oferecer um serviço de Internet mais barato e acessível. Executivos do Google, cujos serviços são amplamente desejados em Cuba, visitaram a Ilha em meados de março pra avançar a meta da empresa de se estabelecer lá.

Enquanto isso, a Airbnb, a empresa com sede em São Francisco que permite às pessoas listarem suas casas online para alugueis de curto prazo, na semana passada anunciou que havia entrado no mercado cubano, criando 1.000 anúncios de hospedagem na Ilha. A estreia da Airbnb em Cuba pode impulsionar o crescente setor privado em uma nação onde as pessoas só recentemente foram autorizadas a ter negócios fora do emprego estatal.

Esta semana, dezenas de dissidentes cubanos chegaram a Cidade do Panamá para eventos que acontecem às margens da Cúpula. Ao invés de ignorá-los, os líderes regionais deviam se esforçar para amplificar suas vozes. Eles têm lutado há anos para serem ouvidos em seu próprio país, onde aqueles que criticam o sistema comunista ainda enfrentam forte repressão.

Outros que não puderam pagar uma viagem ao Panamá ou foram impedidos de viajar se comprometeram a realizar uma reunião paralela em Cuba, onde aqueles que que defendem liberdades maiores ainda são considerados um grupo marginal. Cada vez mais, o governo cubano terá de lidar com o fato de que muitas das aspirações dos dissidentes são compartilhadas pela maioria dos cubanos.

Fontes:
The New York Times - Cuban Expectations in a New Era
Sanções à Sanções à Venezuela azedam diálogo dos EUA na Cúpula das Américas

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