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Impressão 3D

De aparelhos dentais a assentos de astronautas

Há sinais de que a impressão 3D está transformando o setor de manufaturas, mas não da maneira que seria de se esperar

De aparelhos dentais a assentos de astronautas
Impressão 3D está evoluindo de uma maneira que desafia as previsões (Fonte: Reprodução/The Economist)

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Desde que a impressão 3D – a habilidade de construir objetos sólidos por meio da sobreposição de camadas de plástico ou metal – chegou à consciência pública há alguns anos, os comentários tenderam a se acumular entre dois extremos. Os fãs, em geral americanos, insistem que a técnica terá um impacto radical, atuando sobre a economia da produção de massa e repatriando empregos para o Ocidente. De acordo com o periódico Harvard Business Review, “a China terá que abrir mão de seu papel de centro de manufatura em massa do mundo”. Os críticos denunciam a sensação em torno da impressão 3D – “um truque”, de acordo com Terry Gou, presidente da Foxconn, uma gigante do setor manufatureiro da China: ele diz que passará a escrever seu nome de trás para frente caso esteja enganado.

Com efeito, a impressão 3D está evoluindo de uma maneira que desafia ambas essas previsões. Trata-se de uma tecnologia obviamente séria com um grande impacto econômico. Mas ela não necessariamente prejudicará fábricas tradicionais ou os chineses.

A ideia de que se trata de um truque, adequado apenas para nerds, parece cada vez menos razoável. Impressoras 3D baratas estão vendendo cada vez mais, mas respondem por apenas 5% do mercado. Muitas impressoras ainda são usadas para modelos e protótipos, mas em 2012 mais de 25% dos itens produzidos por impressoras 3D foram peças finalizadas, em relação a 4% em 2003, de acordo com a Wohlers Associates, uma consultoria. Esta estima que o setor, que gerou US$ 2,2 bilhões no ano passado, crescerá 28% neste ano. A Align Technology, que fabrica aparelhos ortodônticos transparentes, imprimiu 17 milhões deles apenas no ano passado. E a NASA recentemente testou um foguete com um injetor de combustível impresso por tecnologia 3D. Tal técnica permitiu que a peça fosse montada a partir de apenas 2 componentes, em vez dos 115 habituais. Um relatório recente sobre a tecnologia da CM Research, outra consultoria, concluiu que os fabricantes que não adotem a impressão 3D “poderão se encontrar em uma situação de desvantagem de custos mais rápido do que pensam”. Longe de implicar o fim das fábricas tradicionais, a tecnologia tem sido adotada por elas e incorporada a processos que já existem para conjugar o melhor dos dois mundos.

A lição disso tudo? A impressão 3D pode fazer com que a atividade manufatureira se torne mais barata e eficiente.

Fontes:
The Economist - 3D printing: From dental braces to astronauts’ seats

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