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Aaron Swartz e o MIT

Defensor da abertura acadêmica recebe uma validação póstuma

MIT está considerando mudanças sobre como lidar com infrações da rede interna. Infelizmente, tarde demais para o talentosos e idealista Swartz

Defensor da abertura acadêmica recebe uma validação póstuma
Aaron Swarts cometeu suicídio em janeiro deste ano. Críticos afirmam que o MIT tem as mãos sujas de sangue (Reprodução/Internet)

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Em janeiro de 2011 Aaron Swarts, um garoto prodígio de 24 anos, foi preso por baixar quase 5 milhões de arquivos da JSTOR, um repositório de artigos acadêmicos, usando secretamente a rede do Massachussetts Institute of Technology (MIT). O JSTOR, após quase ter parado de funcionar, ficou fora do ar por vários dias. A lei de fraudes e abusos computacionais de 1986 tipifica o uso “não autorizado” de uma rede como crime. Os promotores pediram as penas mais duras – as quais poderiam ter gerado uma pena de 35 anos. Em janeiro deste ano ele se matou.

Os críticos afirmam que o MIT tem as mãos sujas de sangue. Os defensores de Swartz argumentam que ele de fato tinha acesso à rede do MIT como convidado. E como “vítima”, o MIT poderia ter pedido o arquivamento do processo, como fez o JSTOR. Mas ao tentar permanecer neutra, a escola – que se orgulha de ter fomentado a cultura hacker e promove a abertura como valor – permaneceu em silêncio.

Um relatório independente de 180 páginas do MIT divulgado em 30 de julho inocenta a faculdade, mas sugere que esta poderia ter tido uma conduta melhor. Agora o MIT está considerando fazer mudanças, tal como lidar com infrações de rede internamente e alterar as condições sob as quais armazena e divulga registros eletrônicos. Mas tarde demais para o talentosos e idealista Swartz.

 

Texto da revista Economist editado para o Opinião e Notícia

Tradução: Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-Deadly silence

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