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COMÉRCIO EMPERRADO

Demanda alta trava venda de maconha no Uruguai

Além da alta demanda, bancos no país se recusam a trabalhar com as farmácias que vendem a erva por temor de sanções internacionais

Demanda alta trava venda de maconha no Uruguai
Vendas para uso recreativo foram iniciadas em julho deste ano (Foto: Flickr)

País pioneiro na legalização da venda da maconha na América do Sul, o Uruguai enfrenta seu maior desafio para manter a comercialização da droga. A alta demanda e a restrição de bancos no país têm travado as vendas da erva no país, que busca formas de restabelecer o comércio.

Liberada para uso recreativo desde 2013 e com vendas iniciadas em julho deste ano, a maconha pode ser comprada em farmácias. Entretanto, a quantidade de maconha legalizada que chega aos uruguaios é reduzida. Segundo levantamento do portal de notícias G1, apenas 12 estabelecimentos no país têm autorização para manter 2 kg de maconha no estoque. Em contraponto, são mais de 15 mil pessoas cadastradas para comprar a erva, vendida em pacotes com 5 gramas, a um valor estimado em R$ 20.

Além disso, a produção da maconha no Uruguai é controlada e ocorre sob monitoramento de um técnico do governo. Dessa forma, a erva é distribuída para as farmácias de 15 em 15 dias e, devido a isso, os estabelecimentos ficam desabastecidos por dias – a maconha chega a ser totalmente vendida em apenas  algumas horas.

Nos últimos meses, o comércio legalizado da maconha também tem enfrentado um impasse com bancos internacionais que operam no país. Muitos desses bancos ameaçaram encerrar contas das farmácias que vendiam maconha, alegando que não poderiam depositar dinheiro com origem no comércio da erva, pois poderiam sofrer sanções internacionais por receber os valores.

Segundo o governo uruguaio, a situação tem ocorrido porque os bancos que funcionam no país necessitam de parceiros que sejam dos Estados Unidos, já que o país também opera com dólares. Por outro lado, a lei federal americana proíbe o sistema financeiro de ter relações com entidades que comercializam maconha e outras substâncias.

O estatal Banco República tentou contornar a situação, oferecendo seus serviços às farmácias do país, mas acabou voltando atrás para não comprometer as operações em dólar. A solução temporária encontrada pelas farmácias para não paralisar o lucrativo comércio de maconha tem sido aceitar somente pagamentos em dinheiro.

Em meio a esse impasse, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, iniciou negociações com os Estados Unidos para resolver as dificuldades do sistema financeiro e a venda de maconha legal no Uruguai. Entretanto, a iniciativa é vista com ceticismo, já que dentro dos Estados Unidos a questão da legalização da maconha está longe de ser resolvida e os estados onde a venda foi legalizada também esbarram na lei federal.

Fontes:
G1-Venda legal de maconha no Uruguai emperra por excesso de demanda e restrição bancária
El País-Venda de maconha nas farmácias do Uruguai esbarra na resistência dos bancos

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2 Opiniões

  1. Laércio disse:

    Um país tão bonito e cretino ao mesmo tempo.
    Imbecis, pagarão carro pelos neurônios que estão matando.
    Não servem de exemplo…

  2. Beraldo disse:

    Maconha e cachaça são usadas por bandidos e não bandidos.

    Na sociedade, os não bandidos cachaceiros são bem piores do que os maconheiros.

    Fato!

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