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SAÚDE

A desigualdade global das doações de sangue

Apesar da importância da doação de sangue, que pode salvar milhares de vidas, as desigualdades culturais, econômicas e geográficas influenciam o comportamento dos doadores

A desigualdade global das doações de sangue
O número de doações de sangue em proporção à população de um país está relacionado à sua prosperidade (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)

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O Dia Mundial do Doador de Sangue, criado por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), é comemorado todos os anos no dia 14 de junho em homenagem aos que fazem mais de 112 milhões de doações de sangue por ano. Um doador pode salvar até três vidas e as doações são mais comuns em países desenvolvidos, não só pelo fato de terem serviços de saúde melhores, mas também por uma questão cultural. A Europa, que tem cerca de um décimo da população mundial, tem uma taxa de quase 30% de doações de sangue. A África subsaariana, que concentra uma parcela maior da população global, representa menos de 5% do suprimento de sangue.

Segundo estudos, o número de doações de sangue em proporção à população de um país está relacionado à sua prosperidade. Porém, a localização geográfica também é importante. As taxas de doação de sangue em países ricos do Oriente Médio são de duas a três vezes menores do que as de países europeus com um nível econômico semelhante. Além disso, os europeus costumam doar sangue com mais frequência do que os latino-americanos.

Em lugares onde a prática não é bem-aceita pela sociedade, a maior parte do suprimento de sangue origina-se de doadores pagos ou de familiares de pacientes que precisam de transfusões. Por outro lado, na maioria dos países com as maiores taxas de doação de sangue os doadores são voluntários não remunerados, movidos pelo interesse em ajudar o próximo.

Fontes:
The Economist - The global inequality of blood supplies

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2 Opiniões

  1. Emerson disse:

    Creio que unidades móveis para doação de sangue aumentaria muito o número de doadores. Ter que se deslocar no pouco tempo livre que temos para ir até lugares distantes para poder doar, dificulta muito.

  2. Helene Salim disse:

    Emerson tem razão – tem que aproveitar a “doação por impulso”.

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