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Caso Malala

Dez homens são condenados pelo caso Malala no Paquistão

Malala ganhou o Nobel da Paz em 2014 e virou um símbolo da luta contra o extremismo e a favor do direito à educação

Dez homens são condenados pelo caso Malala no Paquistão
A jovem não pode retornar a sua terra natal por causa do Talibã, que ameaça matar a estudante e sua família (Reprodução/Wikipedia)

Nesta quinta-feira, 30, um tribunal paquistanês condenou dez homens à prisão perpétua. O motivo da pena foi o envolvimento no atentado a tiros que feriu a estudante Malala Yousafzai, em 2012, enquanto ela lutava pelo direito de meninas a frequentar escolas. Estas são as primeiras condenações do caso. Malala ganhou o Nobel da Paz em 2014 e virou um símbolo da luta contra o extremismo e a favor do direito à educação.

A responsabilidade pelo ataque foi reivindicada por militantes paquistaneses do Talibã. Ela viajava da escola para sua casa, no vale do Swat, noroeste da capital, Islamabad, quando sofreu o ataque, que a deixou gravemente ferida. Malala foi levada de helicóptero para o Reino Unido para tratamento, onde vive agora. Outros dois estudantes também ficaram feridos.

No entanto, um funcionário de segurança disse que “nenhum dos quatro ou cinco homens” que realizaram o ataque contra Malala estava entre os dez condenados desta quinta-feira. “Mas, certamente, eles tiveram um papel no planejamento e execução da tentativa de assassinato contra Malala”, disse um oficial da polícia que não quis ser identificado por não estar autorizado a falar com a imprensa.

Várias pessoas, incluindo o líder do Talibã paquistanês Maulana Fazlullah, são procurados em conexão com o ataque a Malala. A polícia acredita que o atirador que atingiu Malala escapou através da fronteira para o Afeganistão. A jovem, por sua vez, não pode retornar a sua terra natal por causa do Talibã, que ameaça matar a estudante e sua família.

Fontes:
O Globo-Justiça paquistanesa condena dez homens pelo ataque contra Malala

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