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Dinamarca aposta na ressocialização de jihadistas locais

Projeto do governo dinamarquês estabeleceu que jihadistas primários do país devem ser tratados como jovens infratores que merecem uma segunda chance

Dinamarca aposta na ressocialização de jihadistas locais
Governo dinamarquês trata jihadistas primários como jovens infratores que merecem uma segunda chance (Reprodução/NYT)

Cada vez mais jovens ocidentais deixam seus países de origem para se juntar a grupos radicais islâmicos no Oriente Médio. Ao serem capturados e enviados de volta aos respectivos países de origem, esses jovens são julgados e condenados à prisão por terrorismo.

Contudo, a Dinamarca criou uma forma diferente para lidar com os jovens que fogem do país para se juntar a grupos jihadistas. Um projeto pioneiro do governo dinamarquês estabeleceu que jihadistas primários do país devem ser tratados como jovens infratores que merecem uma segunda chance.

Com isso, em vez de serem julgados como terroristas ao retornarem à Dinamarca, os jovens passam por um completo programa de resocialização. Entre outras medidas, tal programa envolve aconselhamento psicológico, encaminhamento escolar e reuniões familiares.

O programa foi implantado em 2007, em Aarhus, segunda maior cidade do país. O objetivo era desarticular um grupo de extrema direita ligado a um time de futebol da cidade. Atualmente, o programa é acompanhado de perto por governos de toda a Europa.

Entre os beneficiários do projeto está um jovem identificado apenas como Osman. Aos 21 anos, o dinamarquês descendente de turcos passou 13 meses na Síria lutando pelo islã ao lado de outros jihadistas.

De volta à Dinamarca, ele passa os dias em Aarhus jogando futebol, se exercitando e fazendo planos para cursar engenharia em uma renomada universidade local. “Me sinto em casa. Não tenho problemas aqui”, disse o jovem em entrevista ao jornal New York Times.

O prefeito de Aarhus, Jacob Bundsgard, acredita na resocialização dos jovens. “Não podemos deixar de ressocializar esses jovens e nos assegurar que eles deixaram o caminho da radicalização, para, assim, se tornar parte ativa da nossa sociedade”, disse o prefeito.

Fontes:
The New York Times-For Jihadists, Denmark Tries Rehabilitation

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    É preciso entender o quê diabos atrai jovens dessas sociedades — e nem todos de ascendência de imigrantes muçulmanos — para o extremismo; é como se todos passassem por verdadeiras ‘lavagens cerebrais’ !
    O que está faltando nessas sociedades a essas pessoas que as deixa suscetíveis ao apelo do extremismo? Oportunidades de trabalho, estudo, ou simplesmente ‘identidade cultural’?… E o quê os extremismo oferece de tão sedutor? “72 virgens no Paraíso”?!…

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