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ATAQUE EM BERLIM

Direita usa ataque em Berlim para criticar política de acolhimento, diz ‘NYT’

Merkel está politicamente vulnerável por conta de sua política de asilo. Ela foi duramente criticada por líderes da direita após ataque em Berlim

Direita usa ataque em Berlim para criticar política de acolhimento, diz ‘NYT’
O responsável pelo ataque jogou um caminhão na Feira de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e ferindo pelo menos 48 (Foto: Twitter/@GilbertCollard)

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Um editorial publicado no New York Times, afirma que a direita populista não perdeu tempo depois do último ataque em Berlim, na última segunda-feira, 19, para criticar a política de asilo humanitário da primeira-ministra Angela Merkel.

Leia mais: Buscas por autor do ataque em Berlim se intensificam

O partido de extrema direita Alternative for Germany (AfG) descreveu as vítimas do ataque como “Os mortos de Merkel”; Geert Wilders, líder de direita da Holanda tuitou uma imagem de Merkel suja de sangue; Nigel Farange, parlamentar do Reino Unido, disse que tais eventos vão ser o legado de Merkel, e Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita francês Frente Nacional, pediu para reforçar as fronteiras da Europa.

O responsável pelo ataque jogou um caminhão em uma feira de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e ferindo pelo menos 48. Um imigrante paquistanês foi detido depois do ataque. Mas a polícia reconheceu que sua prisão foi equivocada. O paquistanês foi solto na última terça-feira, 20, e o verdadeiro responsável pelo ataque continua foragido.

O ataque de Berlim pode acabar fazendo crescer na Alemanha um debate de acusação contra os refugiados. “Vai ser particularmente difícil para nós suportar se for confirmado que esta ação foi feita por uma pessoa que procura proteção e asilo na Alemanha”, disse Merkel.  A primeira-ministra, que concorre no ano que vem ao quarto mandato, está politicamente vulnerável, por conta de sua política de refúgio.

Proteger a população e combater o terrorismo na Alemanha e em toda a Europa vai exigir uma cooperação muito maior entre a inteligência e o policiamento das nações vizinhas. Este trabalho vai se tornar ainda mais urgente com o Estado Islâmico enfrentando derrotas na Síria e no Iraque. Os governos devem sim expandir seus esforços na luta contra o terrorismo, mas não podem cometer o erro de achar que todos os muçulmanos apoiam ou estão envolvidos nestes ataques. Aqueles que cumprem as leis, independentemente de onde são, também estão vulneráveis ao terrorismo e, agora, são alvos dos crimes de ódio.

Em cada novo ataque, independentemente de ser num mercado cristão ou em uma mesquita, o desafio cada vez maior da Europa é defender a tolerância, a inclusão, a igualdade e a razão. Se a Europa quiser continuar sendo uma referência democrática, ela não deve ceder estes valores agora.

Fontes:
The New York Times-A Cruel Test for Germany, and Europe

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1 Opinião

  1. Maxwell disse:

    Já aconteceu algum ataque em alguma Mesquita?

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