Início » Internacional » Direitos dos animais: um passo para frente, dois para trás
CONSERVAÇÃO DE ESPÉCIES

Direitos dos animais: um passo para frente, dois para trás

A proteção às presas dos elefantes e às barbatanas dos tubarões fez um progresso notável; mas o comércio ilegal de chifres de rinocerontes continua próspero

Direitos dos animais: um passo para frente, dois para trás
Um quilo do chifre moído do rinoceronte pode custar até US$70,000 (Foto: Pixabay)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Para os que temem que o interesse da China por presas de elefantes possa significar a extinção dos animais de grande porte, aí vão duas notícias animadoras. Em 25 de setembro, o presidente chinês, Xi Jinping, aderiu à causa defendida pelo presidente americano, Barack Obama, e comprometeu-se a tomar “medidas significativas e oportunas” para interromper o comércio de marfim.

Em seguida, em 15 de outubro, a China anunciou a proibição por um período de um ano da importação de troféus de caça de marfim da África, como mais uma medida para conter o comércio de marfim no país. Os ativistas de proteção de animais alegraram-se com a notícia. Essas medidas terão “um efeito profundo” na preservação dos elefantes, disse Peter Knights, da organização sem fins lucrativos WildAid.

Porém essas decisões não abrangem o comércio ilegal de chifres de rinocerontes. Em 2007, apenas 13 animais foram mortos na África do Sul por caçadores para roubar seus chifres; esse número aumentou para 1.200 rinocerontes em 2014. Isso reflete em parte o aumento excessivo da demanda no Vietnã, mas também da China. Os vietnamitas e chineses acreditam que o chifre de rinoceronte moído cura febres e melhora o desempenho sexual. Um quilo pode custar até US$ 70 mil.

Em uma atitude deplorável, alguns países africanos querem agora fazer uma única operação de venda dos estoques de chifre de rinoceronte, como aconteceu duas vezes com o marfim. Para que isso possa ser feito, a África do Sul terá de obter o apoio de dois terços dos Estados-membros na conferência da Convention on International Trade in Endangered Species (CITES), que será realizada no próximo ano em Johannesburgo. Dominic Dyer da Born Free Foundation espera que outros países, inclusive a China, convençam os africanos a desistir da ideia. “Estamos na mesma situação do comércio ilegal de marfim há quase dez anos”.

Fontes:
The Economist-The Elefants fight back

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *