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TECNOLOGIA

Dispositivo ajuda deficientes visuais a caminhar sem o uso da bengala

Dispositivo permite que deficientes visuais identifiquem obstáculos por meio de um sistema acoplado ao corpo

Dispositivo ajuda deficientes visuais a caminhar sem o uso da bengala
O protótipo consiste em uma câmera pendurada ao redor do pescoço e um cinto (Foto: Pixabay)

Durante séculos, as bengalas têm ajudado cegos a caminhar. Em 1921, o inglês James Biggs teve a ideia de pintar sua bengala de branco para que ficasse mais visível e alertasse as pessoas que estavam na presença de um cego. Desde essa inovação, as bengalas não se modificaram. Mas agora Daniela Rus, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), quer substituí-las por um sistema que examina o ambiente do usuário e transmite o que vê por meio de vibrações.

O protótipo de Rus apresentado em 1º de junho na Conferência Internacional de Robótica e Automação em Cingapura, consiste em uma câmera pendurada ao redor do pescoço e um cinto. Um computador dentro da câmera cria uma imagem tridimensional da área à frente do usuário, processa-a para extrair informações relevantes e transmite os resultados ao cinto em torno da cintura do deficiente visual.

Em vez de dar sinais com sons, que prejudicam a audição das pessoas cegas, os cinco motores do cinto emitem vibrações, quando o usuário se aproxima de um obstáculo. Além do aviso de obstáculos, o cinto está equipado com um touchpad com instruções em braille, o que permite que o usuário programe a execução de tarefas específicas.

Apesar da precisão de detalhes do ambiente que cerca um deficiente visual, o sistema criado por Daniela Rus não substitui uma bengala, e sim é um complemento. A bengala branca de Biggs era uma evidência de sua condição física, que o ajudava a caminhar e a adaptar o comportamento das pessoas à sua presença. Mas é uma inovação promissora.

Fontes:
The Economist-Helping blind people navigate

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