Início » Internacional » Disputa em torno do mar da China Meridional aumenta tensão na região
Região Estratégica

Disputa em torno do mar da China Meridional aumenta tensão na região

A China está reafirmando a prolongada e criticada reivindicação de posse de quase toda a área marítima

Disputa em torno do mar da China Meridional aumenta tensão na região
A China ainda alega que as disputas territoriais serão resolvidas por meios diplomáticos (Reprodução/Wikipedia)

Os Estados Unidos e seus aliados na Ásia preocupam-se há muito tempo com a possibilidade de o mar da China Meridional, um local de passagem estratégico de metade da navegação comercial do mundo, se tornar um lago, uma vasta extensão de água, sob controle da Marinha e da guarda costeira em rápida expansão da China. Nos últimos meses esse receio aumentou depois que imagens de satélites mostraram barcaças chinesas derramando areia nos recifes disputados por outros países da região, para transformá-los em ilhas. Em diversos atóis distantes como esses, inadequados para habitação civil, a China está construindo pistas de pouso e portos para jatos e navios de guerra.

Com essa demonstração de força militar, a China está reafirmando a prolongada e criticada reivindicação de posse de quase toda a área marítima, com uma mudança de tática radical. A China ainda alega que as disputas territoriais serão resolvidas por meios diplomáticos. No entanto, com a construção de instalações nesses locais, os chineses estão ignorando os protestos dos países vizinhos e dos Estados Unidos.

Essa mudança é ainda mais inquietante, porque há anos a China faz tentativas de conquistar aliados no Sudeste da Ásia. Os dez países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em geral relutam em criticar a China. No entanto, em 28 de abril seus líderes concluíram a reunião anual na Malásia com a declaração seca e objetiva, que a intervenção chinesa nos recifes tinha “destruído a lealdade e a confiança” na região do mar da China Meridional e ameaçava “a paz, a segurança e a estabilidade”. E em Washington, ao lado do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, o presidente Barack Obama disse que as “tensões reais” haviam aumentado no mar da China Meridional e que a interferência dos chineses para reforçar sua presença em áreas disputadas era uma maneira “incorreta” de agir.

Fontes:
The Economist-Sea of troubles

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *