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Distrito britânico proíbe protestos em frente a clínicas de aborto

O distrito de Ealing criou zona de proteção ao redor das clínicas de aborto que impede grupos pró-vida de protestarem ou fazerem vigílias

Distrito britânico proíbe protestos em frente a clínicas de aborto
A maioria das manifestações é organizada por grupos cristãos (Foto: Economist)

No dia 10 de abril, em Ealing, no oeste de Londres, um conselho decidiu unanimemente para implementar a primeira zona de proteção ao redor das clínicas de aborto na Inglaterra, banindo os grupos pró-vida de protestarem ou fazerem vigílias dentro de 100 metros.

Protestos no lado de fora de clínicas de aborto não são exclusividade de Ealing. A organização pró-escolha Back Off já documentou demonstrações do lado de fora de 42 clínicas e hospitais no Reino Unido no ano passado. Dez outros conselhos estão considerando tomar uma ação legal similar, que pode ser mais fácil agora que Ealing abriu precedente.

A maioria das manifestações é organizada por grupos cristãos, cada um com uma tática diferente. Outros tentam convencer as mulheres a pensar de novo, entregando folhetos. Outros rezam e fazem vigílias. Mas nos últimos anos, as manifestações têm se tornado mais agressivas, segundo Rachel Clarke, do Serviço Britânico de Conselhos de Gravidez, que realiza abortos em 70 clínicas.

Segundo ela, as organizações Abort67 e 40 Days For Life filmaram os usuários das clínicas e seguiram as mulheres respectivamente. Mas, as organização negam isso.

Os Estados Unidos mostram como a zona de proteção funciona na prática. Alguns estados e cidades já as estabeleceram. Nestes lugares, os protestos ainda ocorrem, mas a maior distância entre manifestantes e a entrada da clínica dispersa a tensão e torna a experiência menos ameaçadora para os pacientes, segundo o professor de Direito, David Cohen, da Drexel University, na Filadélfia. A polícia é chamada de vez em quando, mas não há mais necessidade de sua presença constante.

Ativistas pró-escolha esperam que a abordagem de Ealing se torne nacional. Enquanto isso, os grupos pró-vida estão pensando em outras formas de falar com as mulheres grávidas.

Fontes:
The Economist-Britain’s first “buffer zone” against protests outside abortion clinics

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