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REGIME CASTRISTA

Ditadura cubana é mais letal das Américas

Segundo levantamento da 'Folha de S. Paulo', o regime cubano foi o que mais provocou mortes e desaparecimentos

Ditadura cubana é mais letal das Américas
Dados indicam que mais de 7 mil mortes foram provocadas durante 57 anos do regime (Foto: Wikimedia)

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A ditadura cubana iniciada por Fidel Castro em 1959 é o regime que mais provocou mortes e desaparecimentos, em termos proporcionais à população, entre as autocracias da América Latina da segunda metade do século XX. A conclusão é de um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo.

O levantamento leva em consideração a quantidade de pessoas mortas e desaparecidas no regime a cada 100 mil habitantes. Apesar de Cuba não disponibilizar números oficiais, o jornal tomou como base as pesquisas do projeto Cuba Archive, que é coordenado por uma ONG de cubano-americanos.

Os dados indicam que nos seus 57 anos de ditadura, o regime castrista provocou 7.326 mortes e desaparecimentos, com uma média de 65 casos a cada 100 mil cubanos. Os relatos da ONG indicam que a maioria das vítimas (quase 6 mil) foram fuziladas ou assassinadas extrajudicialmente. Não foram incluídos os afogados, que correspondem a milhares segundo os relatos.

Há quem aponte números ainda maiores, como a obra europeia “O Livro Negro do Comunismo”, que indica 17 mil mortes por fuzilamento, com uma média de 154,5 mortos por 100 mil habitantes. No entanto, a obra é criticada por supostas imprecisões.

Os indicadores superam dados divulgados pelo governo da Argentina. De acordo com o Conselho Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas, a ditadura argentina dos anos 1976 até 1983 provocou 30,9 mortes a cada 100 mil habitantes, com 8.961 vítimas ao todo. Apesar dos números oficiais, historicamente ativistas argentinos contestam os dados e falam em 30 mil mortes no regime.

Os números cubanos também superam outros regimes latinos, como o do Chile, sob comando do general Augusto Pinochet. Foram 23,2 vítimas por 100 mil habitantes nos 17 anos de ditadura. Já o Brasil, segundo dados da Comissão Nacional da Verdade, vitimou 434 pessoas durante os 21 anos de governo militar, com um índice de 0,3 mortos por 100 mil habitantes.

O Paraguai registrou 425 mortos durante os 35 anos de ditadura de Alfredo Stroessner, com 10,4 mortos a cada 100 mil pessoas. No Uruguai foram 7,6 mortes a cada 100 mil, sendo a maior parte vitimada na Argentina por agentes da Operação Condor, que caçavam militantes esquerdistas que fugiram do país. Por fim, a Bolívia registrou 6,2 mortes a cada 100 mil durante seus governos autocráticos.

Mortes por ano

Entretanto, o levantamento da Folha de S. Paulo aponta que no critério de velocidade com que a ditadura matou, a Argentina lidera com uma margem larga. Foram 1.280,1 mortes ou desaparecimentos por ano no país. Em seguida, Chile com um índice de 180,2 por ano, Cuba com 143,6 e Brasil com 20,6.

No entanto, o jornal destaca que o problema desse critério é que além de desconsiderar a população, descarta a evolução histórica dos regimes, já que relatos indicam que os fuzilamentos em Cuba foram mais frequentes nos anos iniciais do regime, por exemplo. Além disso, a Cuba Archive registra uma queda abrupta no número de vítimas nos anos de Raúl Castro no Poder: 264 vítimas de 2006 até hoje.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Ditadura cubana é a mais letal das Américas

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4 Opiniões

  1. Beraldo disse:

    Existiram e/ou existem sanguinários, que são levados aos tribunais internacionais, que podem ser condenados à prisão perpétua e até à morte.

    E existem os que não são levados aos tribunais.

    George W. Bush, por exemplo, impulsionado pelo revanchismo do 11 de Setembro de 2001, promoveu milhares de mortes de iraquianos, sem nenhum motivo que tenha sido comprovado, e a sua intervenção naquele país, nunca parou de gerar mortes, desde então

    Moedas tem duas faces.

    Dependendo das mãos que as manipulam, podem ter apenas uma.

  2. Vasco Antonio Duval disse:

    Se o Chico Buarque fizesse em Cuba o que fez no Brasil, fazendo músicas metendo o pau no regime, seria mais um no “paredon”.
    Para começar não conseguiria gravar, muito menos divulgar e vender nem mesmo uma única de suas músicas.
    Ironicamente estes “intelectuais” morrem de amores por aqueles assassinos, até os justificam.

  3. Ludwig Von Drake disse:

    Esses números são traiçoeiros: eles justificam aqueles que querem a volta do regime militar no Brasil. No nosso caso, o numero de mortos não chega a duas pessoas por mês, menos do que acontece por dia em qualquer grande cidade brasileira. Ou seja, na ditadura era mais seguro.

  4. molina disse:

    nunca havia visto este espaço, mas vendo a notícia sei seu lado.
    fidel matou mais de 100.000 cubanos. 78.000 só de tentativas de fuga pelo mar, que queiram ou não foi o regime que matou.

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