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Pequim 2008

Diversão, competição e marketing

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O maior espetáculo mundial do esporte começará no dia oito deste mês, em Pequim. As Olimpíadas, no entanto, podem ser vistas como um outro tipo de festa: a dos negócios. Há muito os jogos deixaram de ser marcados pelo amadorismo.

Os que se mantêm fiéis ao "espírito olímpico" podem ter dificuldade em aceitar isto. Os atletas não competem por qualquer outra premiação além das medalhas de ouro, prata e bronze, mas a verdade é que os patrocinadores querem suas marcas associadas aos vencedores. Para as empresas, as Olimpíadas são uma oportunidade de ouro para fazer marketing. São mais de 60 delas patrocinando os jogos deste ano, tanto chinesas quanto de outros países.

Os 12 maiores patrocinadores das Olimpíadas de Pequim têm experiência no assunto: a Kodak, por exemplo, patrocinou os primeiros jogos modernos, em 1896, e a Coca-Cola associa sua marca à grande festa do esporte desde 1928. Ao todo, os 12 principais patrocinadores estão pagando US$ 866 milhões em dinheiro, bens e serviços.

Fontes:
Economist - THE BUSINESS OF SPORT: Fun, games and money

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3 Opiniões

  1. Robson Sirenoni disse:

    Afinal, onde foi parar o espírito olímpico? Onde está aquela emoção de vencer simplesmente por vencer e superar os desafios; as deficiências?
    Gostaria de assistir aos jogos olímpicos e não "faixas de propaganda ambulantes".
    Gostaria de ver o suor de um atleta sendo compensado pela sua vitória na linha de chegada, patrocinado pelo seu desejo de vencer. E nada mais.

  2. Luiz disse:

    O espírito esportivo do passado, deixou de existir à partir do momento em que os atletas começaram a tomar anabolizantes e outras drogas para melhorarem seu desempenho. De esporte mesmo, só restou alguns atletas que fazem jus às suas medalhas. O resto é muita grana e política suja. Espero que a China receba medalha de ouro por violação dos direitos humanos.

  3. heloisa disse:

    Muito boa idéia do leitor de dar a China o ouro em violação dos direitos humanos. Bom lembrar que Pekin ganha mais que os patrocinadores e os atletas. Que bom se o Rio tivesse esta chance. Também nossos atletas, que tem pouco apoio, teriam mais chances de participar

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