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Do hip hop ao jihadismo: por que jovens ocidentais se juntam ao Isis?

O perfil de ocidentais que se juntam ao Isis parece seguir um padrão: jovens com problemas familiares, baixa escolaridade, delinquentes e inclinados ao uso de drogas

Do hip hop ao jihadismo: por que jovens ocidentais se juntam ao Isis?
Rebeldes em busca de respostas são alvos fáceis para os jihadistas (Foto: Divulgação)

Betsy era uma jovem holandesa que sonhava em ser rapper. Ruiva, rebelde e tatuada, ela chegou a participar de alguns concursos musicais de televisão. Filha de pais divorciados, ela nunca teve a religião como foco.

Até encontrar o Islã. Aos 21 anos, Betsy (nome fictício usado pelo New York Times a pedido da família) foi para a Síria, onde se tornou uma das chamadas “noivas jihadistas”, mulheres ocidentais que vão para o Oriente Médio para casar com rebeldes do Estado Islâmico (Isis). Assim como Betsy, muitos jovens seguem o mesmo caminho.

O recrutamento de jovens ocidentais para a luta jihadista do Isis no Iraque e na Síria se tornou uma das maiores preocupações dos países europeus. Para agentes de inteligência, esses jovens representam o pior tipo de ameaça: um terrorista com passaporte e conhecimentos ocidentais.

E os jovens que aderem à causa jihadista do grupo não se restringem aos da comunidade muçulmana do continente. Na verdade, um em cada seis jovens recrutados provém de lar de religião não-islâmica, como o Cristianismo. Na França, essa tendência é ainda maior: um a cada quatro, segundo agentes de inteligência europeus.

O número de jovens recrutados aumenta, assim como o esforço do Isis para cativá-los. O grupo tem investido em vídeos e propaganda nas redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram e para convencê-los a aderir a sua causa.

O perfil dos jovens recrutados e convertidos parece seguir um padrão: jovens com problemas familiares, baixa escolaridade, delinquentes e com problemas com drogas. Essas “almas perdidas” em busca de respostas são alvos fáceis para os jihadistas. Para eles, a ideologia radical do Isis oferece estrutura, regras e a sensação de pertencer a algum lugar.

Foi o que disse ao New York Times, um ex-convertido que pediu para não ser identificado por sofrer constantes ameaças de morte. Filho de pais divorciados, ele teve o primeiro contato com radicais quando era adolescente, em um bairro pobre onde o pai foi morar após se tornar alcoólatra. “Eles tinham todas as respostas. Ofereciam tudo o que eu procurava”, diz o ex-jihadista.

Fontes:
The Washington Post-From hip-hop to jihad, how the Islamic State became a magnet for converts

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